Apresentação

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Homilia 4f. de cinzas fr. joão carlos


Meus irmãos e minhas irmãs!!!

É Quaresma! O tempo da Quaresma vai de hoje, quarta-feira de cinzas até a Missa do Senhor, 5ª. Feira santa, exclusive. É o tempo para preparar a celebração da Páscoa. Durante este tempo não usamos flores no altar. Os instrumentos musicais serão usados somente para sustentar o canto. A cor é a roxa. Omite-se o aleluia. Não se canta ou reza o glória, exceto nas festas e solenidades.

É tempo de voltar para Deus. Tempo de reconhecer que, muitas vezes, erramos a mira e o temos que reencontrar o alvo. O alvo é Deus e os irmãos e irmãs, suas imagens e semelhanças. Não há amor a Deus sem amor ao próximo. Não há conversão a Deus que não seja retomada da fraternidade. Vamos abrir-nos aos apelos que vem de Deus e dos irmãos?

Durante a Quaresma, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil promove a Campanha da Fraternidade, cuja finalidade é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma. Neste ano o tema da Campanha da Fraternidade é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra”.  A Campanha da Fraternidade ilumina e valoriza de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico, e que hoje são apresentados por Mt, no seu Evangelho:

- a esmola (Mt 6,1-4): a caridade solidária para com quem sofre. Mãos frágeis estendidas criam vida.

- a oração (Mt 6,5-8): para sabermos a quem pertencemos, Deus.

- o jejum (Mt 6,16-18): para aguçar nossos sentidos a Deus e aos irmãos e irmãs; somos limitados, dependentes, peregrinos.

Essas três práticas são os três pilares da religião: definem a nossa relação com os outros (esmola), com Deus (oração) e com as coisas (jejum). A nossa existência se fundamenta nestas três relações fundamentais. Nossas ações, desde as mais simples e rotineiras até as mais complexas e extraordinárias, podem ser feitas de duas maneiras opostas: ou para nos glorificarmos e gratificarmos, recebermos elogios e elogios dos outros (egoísmo) ou para a glória dAquele que, desde sempre, nos louva e nos reconhece como filhos e filhas. Eis nossa escolha: reconhecer Deus e obedecer a Ele, sendo solidários com os irmãos e irmãs e todas as criaturas.

Deus nos pede, no Evangelho de seu Filho, que façamos tudo no segredo do coração. Por isso, nossa esmola (= que não é a moedinha que está atrapalhando, mas a nossa solidariedade), nossa oração (= que não é a repetição mais ou menos mecânica de fórmulas – mesmo que excelentes -; e nosso jejum (= que não é ficar sem comer um dia para nos fartarmos até fazer mal no outro), devem ser feitos “em segredo”, diante de Deus, não com alarde, para receber glória das pessoas. O bem só precisa de um reconhecimento: o de Deus, que aprova a nossa consciência. Abramos nosso coração. Convertamo-nos ao Espírito Santo que já o habita. Deixemos que a Palavra de Deus, oração, jejum e esmola nos transformem!!! Fazemos isto em unidade com milhões de pessoas, mundo afora!

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