Apresentação

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Restaurar a comunhão (I): parábola do rico e o pobre

Lucas 16, 19-31

5ª. Feira Segunda semana da quaresma

Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se convencerão[1]

A fraternidade que nasce do beber o cálice de Jesus se rompe quando não conseguimos compartilhar a mesa.

A parábola conhecida como do “Rico comilão” retrata uma cena familiar em nossa sociedade. Porém não se limita a isto. Também nos mostra a segunda cena, que agora não vemos, porém que virá. Na mudança de cena mostra-se como Deus não é indiferente frente à situação e como toma posição.

A história gira em torno da mesa, símbolo de acolhida, de comunhão, de irmandade:
(1) Na primeira parte se descreve a tremenda desproporção: por uma parte, um rico que se permite as melhores roupas e uma lauta mesa para banquetear todos os dias; e por outra parte, um pobre chamado Lázaro, mendigo, com as chagas desnudas e faminto (ver Lc 16,19-22).

(2) Com a morte se invertem as situações: o último é levado pelos anjos à mesa de Deus, num lugar de honra, ao lado de Abraão; e do rico simplesmente se diz que foi sepultado (ver 16,22).

O nome “Lázaro” é compreendido melhor agora: “Deus socorreu”. Quem foi ignorado na terra e não teve senão a Deus a seu lado, agora goza de sua íntima companhia: Ele é sua plenitude.

A menção da “consolação” do pobre e do “tormento” do rico (vv.23-26), nos reenvia à proclamação das bem-aventuranças de Jesus: “Bem aventurados os pobres porque deles é o Reino de Deus... os que tendes fome agora, porque sereis saciados; porém Ai  de vós, os ricos!, porque tendes recebido vosso consolo!... Ai de vós, os que agora estais fartos!, porque tereis fome” (Lc 6,20-21ª.24-25ª). Esta é a realização do anúncio da Boa Nova aos pobres (ver Lc 4,18).

A parábola nos mostra o que sucede quando se rompe a solidariedade entre ricos e pobres, quando o critério de vida dos primeiros é o egoísmo, a indiferença frente ao indigente que está em frente à sua porta. Ao rico não se lhe reprova que tenha bens, mas que não tenha se preocupado com os pobres.

Quando o rico atormentado tenta fazer algo para salvar a seus irmãos que seguem banqueteando na terra e ignorando a seus irmãos pobres, encontra uma única resposta: “Tem a Moisés e aos profetas; que os ouçam” (v.29). Está se falando das Santas Escrituras: ali se pede aos israelitas que se preocupem com os pobres, com os órfãos e com as viúvas (ver Êxodo 22,21-24, por exemplo). Tudo isto está consignado no mandamento d amor.

No final volta e insiste com aquele que nunca se deixou cutucar pelo mundo da miséria: “Se  não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se convencerão, ainda que um morto ressuscite” (v.31). Se o caminho da Palavra que nos ensina que o compartilhar e a comunhão de bens são o distintivo da comunidade pascal (ver Atos 2,42-44) não nos diz nada, tampouco o anúncio da ressurreição conseguirá dizer-nos alguma coisa, e a miséria do crucificado seguirá prolongando-se em seus pobres sem que se comova nossa consciência.

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

1. Qual é a mensagem central da parábola?

2. Que relação tem com o mistério pascal de Cristo?

3. Que passos de conversão Jesus me pede nesta quaresma, de maneira que minha vida comunitária e minha responsabilidade social seja uma expressão viva da comunidade nova que nasceu da páscoa?


[1] [1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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