Apresentação

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Caminho até a Páscoa (IV): Para entender o final há que compreender a origem

6af Quarta semana da Quaresma

João 7,1-2.10.25-30

Eu o conheço porque venho da parte dele e foi ele que me enviou

Dentro de quinze dias estaremos na sexta-feira santa, dia no qual escutaremos a pergunta de Pilatos a Jesus: “Da onde és tu?” (João 19,9). Desde hoje temos a oportunidade de escutar a resposta.

Comecemos pelo contexto: o capítulo 7 de João nos introduz numa confrontação entre Jesus e os judeus. O ambiente é tenso: “Evitava andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo” (v.1). Jesus sobe às escondidas para Jerusalém. É descoberto, porém, no Templo de Jerusalém. Ali faz sua revelação: “em voz alta, Jesus ensinava no Templo, dizendo...” (v.28).

Esta revelação de Jesus é a “verdade”.  Precisamente toda a discussão em torno dos motivos da morte de Jesus leva ao descobrimento de seu mistério. Podemos dizer que Jesus é o “Cristo” porque é o enviado do Pai, porque procede do Pai.

Agora é importante notar que esta revelação se apresenta como um ensinamento da parte de Jesus. Vejamos os pontos destacados do discurso:

(1) Jesus nos revela o Pai na Paixão

Confessar a Jesus como o Cristo-Messias, supõe saber: (a) o que existe por trás de seus ensinamentos e de suas ações e (b) de onde vem, qual é sua origem remota.
O destino do Messias está relacionado com sua origem. A paixão de Jesus está ligada com um “conhecimento”: sua causa tem a ver com o desconhecimento de sua origem em Deus. Sua própria morte será uma revelação de sua origem em Deus, ou melhor, uma manifestação de Deus que está na raiz de sua vida.

(2) Jesus se revela a si mesmo como “o enviado”

Jesus diz: “eu o conheço, porque venho da parte dele, e ele foi quem me enviou” (v.29). Esta é a primeira de uma série de sete revelações de Jesus. As outras são: “fonte de água viva”, “luz do mundo”, o “Eu sou” do êxodo, o “Filho doador de liberdade”, o “doador de vida” e o “Filho de Deus” pré-existente.  Vale à pena que exploremos as sete revelações ao longo dos capítulos 7 e 8 de João.

(3) Por tanto, Jesus é o verdadeiro Cristo-Messias, a ser descoberto

Tudo o que foi dito anteriormente é para colocar em crise a idéia que previamente temos feito do “Messias”.  Jesus não se encaixa em nenhuma das expectativas populares de seu tempo: “Mas este, nós sabemos donde é. O Cristo, quando vier, ninguém saberá donde é(v.27).

O Messias está tão encarnado que é irreconhecível como tal. A menos que se entre no mistério do Verbo Encarnado acolhendo-o e aprofundando-o em todos os seus sinais reveladores, o maior entre todos eles é a Cruz.

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

1. O título “Messias” condensa toda a esperança do povo da Bíblia nos tempos de Jesus, O que diz Jesus sobre ele?

2. Por que os adversários não reconhecem em Jesus o Messias? Por que sua “origem” é um problema?

3. Que pistas nos dá o evangelho de hoje para que aprendamos a reconhecer o messianismo de Jesus?


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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