Apresentação

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terça-feira, 19 de março de 2013

Caminho para a Páscoa (VII): a revelação do grande “Eu Sou”

3ª. feira Quinta semana da Quaresma

João 8, 21-30

Quando tiverdes levantado ao Filho do homem, então sabereis quem Eu Sou

Encontramo-nos hoje com a quarta da lista das sete revelações de Jesus em Jo 7-8. Recordemos: Jesus é (1) o enviado do Pai, (2) a fonte de água viva, (3) a luz do mundo, (4) e o “Eu sou” do êxodo, (5) o Filho doador da liberdade, (6) o doador da vida e (7) o Filho de Deus pré-existente.

As frases chaves de hoje são: “Eu vos disse que morrereis por causa de vossos pecados. Se não crerdes que Eu sou, morrereis por causa de vossos pecados” (8,24) e “Quando levantardes este Homem, compreendereis que eu sou e que não faço nada por minha conta, mas falo como o Pai me ensinou” (8,28).

Como pano de fundo desta revelação está fundo bíblico do “êxodo”. No livro do Êxodo 3,14-15, Deus se revelou como o “Eu sou”.  No profeta Isaías esta revelação toma um matiz de ternura, e o nome infunde segurança ao seu povo: “Não temas, pois estou contigo; não te angusties, pois sou o teu Deus: eu te fortaleço e te auxilio e te sustento com minha direita vitoriosa” (Is 41,10; ver também 45,1-8).

O evangelista João nos oferece uma impressionante proclamação da divindade de Jesus ao apresentá-lo como o “Eu sou”: o Deus libertador, o “Deus dos pais” revelado no deserto, que se põem em ação para resgatar a seu povo.  Em conseqüência, pode-se crer n’Éle e aprofundar o caminho do conhecimento de seu mistério.

É Jesus mesmo quem se revela assim: Ele proclama que Yahveh salvador e eterno, assim como o proclamou Isaías e Dt 32,39, está presente em sua vida e em seu ministério.  A frase de Jo 8,24 poderíamos relê-la assim: “sou eu e não outro... eu sou o Deus redentor... aqui está o divino redentor, a divina presença, o absoluto”.

Na Cruz o “Eu Sou” será exaltado. A contemplação do crucificado nos colocará diante da divina revelação e suscitará em nós um caminhar pascal.  Jesus é o Deus do êxodo que conduz a humanidade – junto com ele - até o Pai.  O faz unido a Ele: numa inseparável unidade de amor e de natureza.

O Crucificado nos espera como sinal da máxima epifania de Deus salvador: Ele salva a todos os que o contemplam com a fé e o amor do discípulo amado e da Mãe, mergulhando em seu profundo mistério.

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

1. Como se proclama a divindade de Jesus neste texto?

2. Que relação existe entre a revelação do nome no Horeb e a revelação do Crucificado?

3. Qual deve ser minha resposta frente a esta revelação? Como vou fazê-la na vigília pascal?


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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