Apresentação

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Caminho para a Páscoa (VIII): rompem-se as cadeias e vem a liberdade

4ª. Feira Quinta semana da Quaresma

João 8,31-42

Se, pois, o Filho vos dá a liberdade, sereis realmente livres

No caminho para a Páscoa vamos escutando os discursos reveladores de Jesus. Hoje chegamos à quinta revelação. Jesus se apresenta como o Filho “doador de liberdade”. Assim, depois do anúncio do “Eu Sou”, que equivale à presença de Deus libertador em Jesus de Nazaré, a quem seguimos passando da treva à luz no caminho do êxodo, chegamos ao ponto alto do evento pascal: a libertação.

(1) O rosto de Jesus: o Filho

Jesus é o Filho de Deus, que na “casa” de seu Pai, está capacitado de outorgar a condição de “filhos de Deus”, isto é, “livres”, aos que crêem em seu Nome (ver Jo 1,12).  A escravidão da qual nos liberta é o “pecado”: “Se, pois, o Filho vos dá a liberdade, sereis realmente livres” (8,36).

Esta revelação tem um fundamento: o Filho é o único que conhece a verdade, porque estava junto a Deus Pai e pode contar o que viu: “Eu falo do que vi junto de meu Pai” (8,38).

(2) O rosto do discípulo: um homem libertado pela verdade

O novo traço do rosto de Jesus que acaba de se revelar traz conseqüências para os que caminham “em sua luz”: (a) O discípulo é um homem livre, ou melhor, libertado por Jesus. (b) O discipulado consiste em fazer este caminho de libertação.

O caminho da libertação percorre-se em duas etapas que são apresentadas em 8,32:

Primeira etapa: receber a Palavra e nela permanecer, vivendo dela (“Se permanecerdes em minha Palavra”).  Permanecer na Palavra supõe um entrar progressivamente na vida de Jesus  e, por conseguinte, num certo grau de perfeição. A fé se interioriza, toma posse de toda a vida de quem crê. É um instalar-se na Palavra, receber sua seiva, viver dela, com constância na confissão pública da fé, mesmo que em tempos de adversidade (ver 12,42).

Segunda etapa: dar os frutos que a Palavra gera.  Os frutos são três:

(a) “Sereis verdadeiramente meus discípulos”: da assimilação da Palavra provêm a união com Cristo, na plenitude da fé, na constatação da plena eficácia de sua Palavra e no esplendor da caridade; é assim, como na misteriosa intimidade da amizade, se recebe o “Verbo”.

(b) “Conhecereis a Verdade”, isto é, faz-e um descobrimento progressivo da verdade. O homem livre é aquele que está animado desde o interior, pela verdade; se não existe verdade no coração, não existe liberdade. Esta verdade é o conhecimento da revelação do mistério da pessoa de Jesus.

(c) “A verdade vos fará livres”: a libertação chega por meio da verdade e consiste em compartilhar a filiação do filho, o Deus verdadeiro.

O evangelho de hoje nos leva ao cume da Páscoa: a libertação, à ação transformadora da revelação do Pai por meio da pessoa de Jesus, a qual o discípulo interioriza por meio da fé.

Falta pouco para a celebração da Páscoa. A Palavra do Senhor vai-nos inculcando suas convicções para que nos arda o coração. O grito de vitória já é sentido: “Se, pois o Filho vos dá a liberdade, sereis realmente livres” (8,36).

Enquanto isto escuta-se a voz fúnebre do contrabaixo fazendo seu contraponto: “Contudo procurais matar-me, a mim que vos disse a verdade que ouvi de Deus” (8,40ª).

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

1. Como compreendo a frase: “A verdade vos fará livres”?

2. Qual é o caminho para esta libertação interior? E eu, como vou percorrê-la?

3. Em que consiste esta vida na liberdade, que características possui, qual é a condição para cumpri-la?


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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