Apresentação

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sábado, 9 de março de 2013

Coração contrito

Lucas 18, 9-14

Sábado da Terceira semana da Quaresma

Porque todo aquele que se eleva será humilhado; e todo aquele que se humilha será exaltado”.

A catequese sobre a oração apresentada na parábola do fariseu e do cobrador de impostos (o justo e o pecador), nos convida para que imitando a este último, deixemos repousar humildemente o nosso coração na infinita misericórdia de Deus.

A parábola exagera nos termos como se quisesse fazer uma caricatura que nos impacte. A contraposição entre os dois personagens é forte: (1) o fariseu que se vangloria de suas “obras”, o que Jesus muitas vezes reprovou em seus discípulos. (2) O cobrador de impostos se lhe contrapõe diametralmente.

Diz o evangelista que Jesus pronunciou esta parábola para “alguns que se tinham por justos e depreciavam aos demais” (18,9). Isto nos recorda uma frase do evangelho de João: “Esta gente que não conhece a Lei são uns malditos” (Jo 7,49).  Com esta atitude o fariseu põe o foco no cobrador de impostos que humilhado ora a seu lado. O fariseu:

(1) Fica de pé: a qual era una posição normal de oração. Porém enquanto segue as normas da oração a nível externo, não se comporta assim a nível interno, porque o conteúdo de sua oração é outro. Na realidade não ora.

(2) Declara sua inocência: o que tampouco é estranho na oração israelita (por exemplo o Salmo 26,6-7). Porém ele agrega palavras odiosas que não pertencem ao espírito do salmo: não louva a Deus senão a si mesmo com a enumeração de suas virtudes pessoais. E menciona precisamente aquelas práticas religiosas nas quais, os atos exteriores, não provam necessariamente as disposições íntimas do coração.

O cobrador de impostos, cujo trabalho é objeto de desprezo generalizado (por estar a serviço do império e pela corrupção administrativa), ora de maneira diferente:

(1) Mantêm-se à distância, quer dizer, longe do altar. Considera-se indigno, apresenta-se como um impuro.

(2) Não levanta os olhos, sente vergonha de sua vida passada no pecado.

(3) Golpeia seu peito, como sinal de arrependimento. Dar-se golpes no peito (que expressão desacreditada hoje!) tinha um significado belo: golpeia-se justamente aquela parte do corpo, onde bate o coração, onde nascem os maus pensamentos e portanto as más ações, como uma maneira de dizer que se quer matar a estas atitudes más, para que o coração possa bater em sintonia com o amor de Deus.

“Este voltou para sua casa justificado e aquele não” (v.14). O cobrador de impostos que reconheceu que tinha pecado gravemente, que assumiu a atitude justa que se deve ter na presença de Deus, naquele dia saiu perdoado.

Diante de Deus, que sonda os corações (Salmo 139) nenhum homem tem o direito de gloriar-se de nada (ver Isaías 40,15).  O que temos que fazer é pedir perdão de nossos pecados. Se pedimos perdão, Ele nô-lo concederá (ver Mateus 7,7).

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

1. O que Jesus reprova no comportamento do fariseu? Pareço-me com ele em alguns aspectos da minha vida?

2. O que caracterizou a oração do publicano? O que me ensina?

3. Hoje é um dia bom para buscar a paz do coração imitando a oração do publicano e buscando o sacramento da reconciliação. O farás?


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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