Apresentação

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quinta-feira, 7 de março de 2013

Coração endurecido

Lucas 11, 14-23

5ª. Feira da Terceira semana da Quaresma

O mudo começou a falar e as multidões ficaram admiradas. Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal dos céus”.

Hoje chegamos exatamente na metade da quaresma. Como está indo o caminho?

Se a quaresma é exercício de amor, como dissemos desde o primeiro dia, é de esperar que a estas alturas possamos avaliar-nos a este respeito. A melhor maneira de fazê-lo é perguntar-nos: O meu coração está mais aberto? Que lições de Jesus já incorporei vitalmente nesta escola do deserto?

O evangelho de hoje fala do coração endurecido de quem tinha ante seus olhos sinais suficientes da obra liberadora de Jesus, e buscam uma maneira de escapar da conversão. Para isto desautorizam a mensagem a partir da desqualificação do mensageiro.

Os adversários afirmam de Jesus: “Pelo (poder do) príncipe dos demônios, ele expulsa os demônios” (11,15).  Jesus lhes responde que tal afirmação não é coerente, porque se assim fosse, então deveriam dizer o mesmo dos exorcismos que eles mesmos costumavam realizar (11,19).

Posto que os exorcismos não necessariamente eram prova de um poder divino, naquela época costumavam pedir “um sinal do céu” (11,16). Jesus lhes responde que seus exorcismos são precisamente um sinal do céu porque se trata do “dedo de Deus” realizando esta obra (11,20). Valha esta nota: o “dedo de Deus” é uma designação bíblica do poder de Deus, como vemos em Ex 8,15; 3,18; Dt 9,10 e também na literatura antiga. Com isto Jesus diz a seus críticos que enquanto Ele expulsa os demônios como uma manifestação autêntica do agir de Deus, eles não fazem mais do que realizar atos mágicos que, na hora da verdade não tem eficácia profunda sobre o mal (ver o contexto da Igreja primitiva, por exemplo em Atos 9,13-17).

No texto se distingue entre o “Príncipe dos demônios” e os “demônios” (11,15 e 19). A idéia é que Satã (aqui com o título de “Belzebu”) é o chefe de quadrilhas de demônios. Sobre isto, Jesus ensina que as vitórias sobre os “demônios” que se realizam ao longo do seu ministério, são uma antecipação da vitória final sobre Satã que se realizará na Cruz (4,13 y 22,3).

Desta perspectiva, o ministério de Jesus e também nossa vida como discípulos d’Ele, se apresenta como um campo de batalha (11,2-22) no qual teremos que nos definir: De que lado estamos? (11,23).

Não se pode dar chance ao demônio com algum retrocesso.  Para impedi-lo, uma pessoa libertada deve manter-se na raia,  no campo de Jesus, construindo a fidelidade na renovação contínua da fé e na aprendizagem do Evangelho. Este é o verdadeiro “estar e recolher comigo” (11,23).  Esse é o coração que deixa de “ser” duro e percorre o caminho da conversão.

Para cultivar a semente da Palavra na vida:

(Sugerimos responder à pergunta colocada no começo das pistas de hoje, acima).


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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