Apresentação

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sexta-feira, 8 de março de 2013

Nosso amor a Deus se expressa no amor fraterno

Marcos 12.28b-34

6ª. Feira da terceira semana da Quaresma

“Não existe outro mandamento maior do que este”.

Já temos percorrido uma boa parte do nosso itinerário quaresmal. Neste dia penitencial, temos a oportunidade de verificar o caminho percorrido e intensificar nosso processo de conversão, escutando e seguindo os ensinamentos de Jesus, nosso Mestre.

No Evangelho de hoje Jesus volta a enfocar a característica fundamental do nosso discipulado: o amor a Deus e o amor ao próximo, como expressão máxima da vontade do Padre sobre nós.

1. O amor é o primeiro

Depois de ter escutado a discussão de Jesus com os saduceus sobre a ressurreição dos mortos, “um escriba aproximou-se de Jesus, e lhe perguntou: ‘Qual é o primeiro de todos os mandamentos?’” (Marcos 12,28).

A pergunta que o escriba dirige a Jesus é simples e direta, não tem traços de   hostilidade ou ironia. Da maneira como conclui o diálogo entre os dois (ver 12,32-34) podemos pensar  que este homem se aproximou de Jesus com um sincero desejo de aprender dele.

Jesus lhe responde: O primeiro é: ‘Escuta Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor, e amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente e com todas as tuas forças’(12,29-30). E  “o segundo é: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’(12,31). Em sua resposta Jesus está unindo duas citações do Antigo Testamento: a primeira de Deuteronômio 6,4-5, que sintetiza a profissão de fé do povo de Israel, e a segunda de Levítico 19,18, referida ao amor ao próximo.

Notemos que o escriba em sua pergunta faz referência a um só mandamento: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Jesus, ao contrário, lhe responde acrescentando um segundo, e conclui afirmando que é um só: “Não existe outro mandamento maior que estes” (12,31).

2. Amar a Deus no irmão

A originalidade de Jesus está em unir os dois mandamentos em um só e afirmar que este é o maior de todos os mandamentos. Notemos como a palavra que conecta aos dois mandamentos e fazem deles um só é precisamente a palavra  Amor.

Jesus sempre uniu o amor a Deus e o amor ao próximo até o ponto que não se pode viver um sem o outro. João,  o discípulo amado, soube expressar estupendamente, em sua primeira carta esta síntese do amor aprendida  na escola do Mestre pois quem não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê. E temos recebido d’Ele este mandamento: quem ama a Deus, ame também a seu irmão” (1 João 4, 20-21).

Jesus é a expressão viva desta síntese: Ele, o  Filho amado, quem vive com o Pai numa relação de amor indescritível, torna visível este amor, amando-nos a nós até o extremo de entregar sua própria vida (ver Romanos 5,81). Recordemos de novo o pensamento de João: “Conhecemos o que é o amor naquele que deu a vida por nós” (1 João 3,16).

Na quaresma, Ele Mestre da Vida está nos pedindo com insistência este exercício de amor, amar como somos amados pelo Pai, amar-nos uns ao outros como Jesus nos amou.

Cultivemos a semente da Palavra no profundo do coração

1. Segundo Jesus: qual é o primeiro e maior dos mandamentos?

2. De que forma minha relação com Deus incide na minha relação com os demais?

3. Como podemos traduzir em vida na nossa família ou em nossa comunidade o mandamento que Jesus nos deixou?

“Devemos amar a oração. A oração dilata o coração até o ponto de fazê-lo capaz de conter o dom, que Deus faz de Si mesmo” (Beata Madre Teresa de Calcutá).


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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