Apresentação

Apresentação

sexta-feira, 22 de março de 2013

Rejeição de Jesus e luz sobre a Cruz (II)

6ª. Feira Quinta semana da Quaresma

Das “obras” de Jesus à “grande obra” reveladora de Deus na Cruz

João 10,31-42

“Creiam nas obras...”

O Evangelho de João não é de um triunfalismo fácil. A força e a tenacidade do mal, a apatia, que por causa do pecado, se encontra inclusive no coração das pessoas de boa vontade, leva a interpretar mal e a rejeitar o Verbo enviado ao mundo.

Já vimos ontem como os adversários preferem as “trevas” à “luz”, não conseguem compreender de onde vem Jesus, ou pior, rejeitam – considerando uma heresia- sua afirmação de que ele vem de Deus e é manifestação viva do mesmo Deus da Aliança revelado na história do povo.

Na passagem de hoje, vemos como depois de ter contado a comparação do Bom Pastor (João 10,1-18) e de ter feito um primeiro e positivo aprofundamento, que expõe o tipo de relações que Jesus mantém com sua comunidade (10,22-30), nos encontramos com uma nova cena na qual, frente à revelação de Jesus, o auditório se divide em dois: os que aceitam e os que rejeitam.

Visto que Jesus declara ser uma só coisa com Deus  (“Eu e o Pai somos um”, 10,30), seus inimigos tomam pedras e tratam de assassiná-lo (10,31). Eles dizem que se trata claramente de uma blasfêmia: “Tu sendo homem, te fazes igual a Deus” (10,33).  Jesus, porém, replica: “Aquele que o Pai consagrou e enviou ao mundo dizeis que blasfema porque disse é filho de Deus?” (10,35-36).

Jesus se defende exibindo o certificado de suas obras: “Por encargo do Pai vos fiz ver muitas obras boas: por qual delas me apedrejais? Se as faço, ainda que não creiais em mim, crede em minhas obras, e vos convencereis de que o Pai está em mim e eu no Pai” (10,32.38b). Daqui se depreende que:

(1) O Filho está no Pai, numa relação de harmonia perfeita entre pensamento e ação (10,38).

(2) As obras de Jesus não são simples milagres, são obras reveladoras da salvação que Deus está oferecendo ao mundo, em seu Filho.

Portanto, é necessário conhecer melhor a Jesus se não se quiser falsear sua missão, desconhecer sua identidade e perder sua oferta de salvação.  As obras são indicadores que levam à fé, que convidam a uma relação de comunhão profunda com Jesus e nesta comunhão com Jesus à participação na relação de amor que tem com o Pai.

Este é precisamente o caso do grupo que aparece ao final do texto: aqueles que vêem em Jesus a realização completa do anúncio de João Batista (10,41; ver 1,29-30) chegam à fé: “E muitos ali creram em Jesus” (10,42).

Aqueles que dão o passo da fé, neste evangelho, são aqueles que foram testemunhas das obras de Jesus e captam seu sentido à luz da palavra do profeta.

Se as obras são a rota que conduz à negação ou à aceitação da revelação de Deus em Jesus, o que sucederá com a grande obra, que é sua morte na Cruz?

Para cultivar a semente da Palavra no coração:

1. O que distingue aos que crêem dos que não crêem em Jesus? Que caminho segue cada grupo?

2. Que valor tem as “obras” de Jesus? Para onde devem conduzir seus milagres?

3. Jesus cita a Escritura (10,34). Os que “crêem” em Jesus, o fazem interpretando as obras à luz da palavra (10,41). O qu indica isto?


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Irmãos em Cristo, Paz e Bem.
Seu comentário é muito importante para nós...
Muito obrigado pela sua contribuição.
Que Deus lhe abençoe hoje e sempre!
Paróquia Rede de Comunidades São José