Apresentação

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sábado, 23 de março de 2013

Rejeição de Jesus e luz sobre a Cruz (III)

Sábado Quinta semana da Quaresma

Para que a força de sua mensagem não arraste ao mundo inteiro?

João 11,45-57

“Para reunir em um aos filhos de Deus que estavam dispersos”

A hostilidade mortal contra Jesus chega hoje ao seu ponto de maior tensão.  Tal como se pode notar nas passagens dos evangelhos de todos estes dias, deu-se um acentuado “crescendo” de ameaças e intenções de capturar e assassinar Jesus. O ponto final está registrado em João 11,53: “Desde este dia, decidiram matar Jesus”.

A ressurreição de Lázaro foi o ato final do ministério público de Jesus, o último de seus sete sinais reveladores.  Libertando a seu amigo da morte, Jesus validou solenemente sua própria identidade de “Ressurreição e Vida” (11,25).  Este importante sinal, porém, também faz retomar a oposição final contra Jesus e abre as portas ao complô que o levará à morte.

Os chefes, frustrados e temerosos, reúnem ao Conselho Supremo para ver o que fazer: “Que faremos? Este homem realiza muuitos sinais” (11,47).  Desde seu ponto de vista, eles fazem uma avaliação das conseqüências: deixá-lo continuar é expor-se a um dano irreparável para a nação inteira (ver 11,48).

Então o sumo sacerdote Caifás se levanta e faz sua profética declaração: “Vós não entendeis nada. Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” (11,49-50).

A verdade irônica desta declaração é de tal forma irresistível que o evangelista não quer que fuja ao leitor a ironia: “Caifás ao falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação” (11,51). 

Eis aqui a ironia: o Sumo Sacerdote e o Conselho condenam Jesus para salvar o povo. Ao mesmo tempo, porém, o povo, a nação, a lei e o templo, são desqualificados pela rejeição de Jesus, porque desta rejeição surge uma nova realidade, um novo povo em torno de Jesus.

A cena termina com a decisão de matar Jesus (11,53) e com a notícia de que Jesus se refugia em Efraim, com seus discípulos (11,54).   Jesus toma precauções e se refugia, não se deixa capturar. A paixão não é simplesmente a confluência de forças adversas, que pousam sua mão sobre Jesus; é também – e sobretudo - um ato de sua livre vontade: “Ninguém me tira (a vida), eu a dou livremente” (10,18). Jesus determinará a hora.

O cenário está pronto para a Paixão.  Outra Páscoa se aproxima (11,55). A peregrinação dos judeus de todos os lugares do país à Cidade Santa, permite que se fale de uma busca constante de Jesus (11,56). A pressão aumenta e o ambiente se torna mais tenso. Uns buscam a Jesus para admirar suas obras e outros, as autoridades judaicas, para capturá-lo (11,57).

Desde o anúncio profético de Caifás, porém, de maneira irônica mostrou-se que as forças que se voltam contra Jesus serão vencidas. Deus reverte as más intenções dos adversários. Enquanto eles crêem que matando a Jesus eles o eliminaram, o que logram é dirigi-lo até o momento no qual seu amor tenaz pelos amigos – sinal do amor de Deus pelo mundo - será demonstrado com maior força: Jesus reunirá em torno a si o novo povo de Deus, isto é, a Aliança será renovada.

Para cultivar a semente da Palavra no coração:

1. A rejeição de Jesus no evangelho de João alcança seu auge em relação à ressurreição de Lázaro. Qual é a mensagem?

2. Por que decidem matar a Jesus?

3. Como entender esta frase que declara o sentido da morte de Jesus: “para reunir na unidade aos filhos de Deus que estavam dispersos”? O que nos diz hoje? O que podemos esperar da Semana Santa que começamos amanhã?


[1]Autor P. Fidel Oñoro, cjm, (http://www.iglesia.cl/especiales/cuaresma2013/orar2.html), tradução livre de Frei João Carlos Karling,ofm, para o site da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí.

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