Apresentação

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sábado, 2 de março de 2013

Restaurar a comunhão (III): parábola do pai misericordioso

Sábado da Segunda Semana da Quaresma
Lucas 15,1-3.11-32

Vou levantar-me e ir até meu Pai

De novo a contemplação da misericórdia do Pai nos convida a um novo repouso sabático.  Estamos diante da que um autor contemporâneo chamou “a maior história curta jamais contada”.

Hoje podemos retomar com maior calma o tema da restauração da comunhão, como caminho de conversão, que nos apresentaram os evangelhos dos últimos dias.  Todas as rupturas vão se curando a partir da memória do amor de um Pai que reabilita e faz voltar ao filho perdido. Igualmente o filho que nunca saiu de casa é convidado, a partir da conversão do irmão, a aprender que a comunhão com o Pai não é simplesmente compartilhar a mesma casa. Podemos apreciar neste evangelho todo o movimento que vai da ruptura pessoal até a festa da comunhão.

Esta parábola do Pai Misericordioso é abordada no quarto domingo da quaresma. Remetemos aos leitores a estas páginas.

Em caminho para o Pai misericordioso Lucas 15,11-32

“Tinha que fazer festa e alegrar-se porque este teu irmão estava morto e voltou à vida”

Ao terminar a segunda semana da Quaresma somos convidados novamente a contemplar o coração do Pai para deixar re-avivar em nosso coração a alegria de sentir-nos filhos, poder-nos encontrar mais profundamente com Ele e recuperar nossa atitude de irmãos.

Hoje podemos ler o evangelho como a parábola do Pai que nos revela o amor único e incondicional pelo filho pecador e faz festa porque é reconhecido por ele como pai, e convida ao filho que se considerava justo para que reconheça ao outro como irmão.

A parábola volta a convidar-nos com  força a sermos misericordiosos como o pai (ver Lucas 6,36; 11,4) para não permanecermos fora protestando por que Jesus faz festa com os pecadores (15,28.30).

Parece ser que uma das intenções principais de Lucas seja levar o irmão maior, que se sente justo, e portanto não necessitado de conversão, a que reconheça ao pai como Ele é e aceite sua misericórdia; somente assim poderá libertar-se de uma relação formal e legalista com Ele e passar à alegria de sentir-se filho.

Sucede como São Paulo, quem de uma observância à lei que se havia tornado para ele um absoluto, passou “ao sublime conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Filipenses 3,6.8) e se converteu de sua própria justiça à misericórdia do Pai que lhe foi oferecida gratuitamente em Jesus Cristo. Neste processo de conversão profunda Paulo teve que mudar a imagem de Deus que ele tinha e descobrir seu rosto humilde e misericordioso que Jesus nos revela.

Nossa conversão segue também este processo: descobrimos a misericórdia do Pai que trata a todos justos e pecadores como filhos; e desta experiência saímos do nosso eu e centramos n’Ele nosso coração, passando da amargura do nosso pecado ou da presunção da nossa justiça, à alegria do sermos filhos do Pai.

Permaneçamos neste dia contemplando o coração do Pai como Jesus o revela nesta parábola (15,12.20.22.23.24.31-32). Assim impregnados por sua misericórdia e sentindo o gozo de sermos filhos recuperaremos o sentido da fraternidade.

Cultivemos a semente da Palavra no coração

1. Em que se parece e em que se diferencia a atitude dos dois filhos da parábola? Com qual dos dois me identifico mais?

2. Como manifesto a alegria quando um irmão meu muda de caminho e retorna à vida? Esforço-me para ajudar nesta mudança?

3. Considero-me uma pessoa ‘justa’ que sempre faz bem as coisas e por isto merece ser levada em conta? ¿O que devo mudar a este respeito?

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