Apresentação

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sexta-feira, 29 de março de 2013

Sexta-Feira Santa

Autor: Teresa Fernández | Fonte: Catholic.ent[1]

Dia no qual crucificaram a Cristo no Calvário. Como rezar a Via Dolorosa. A Virgem da Solidão

Neste dia recordamos a morte de Jesus na cruz, para salvar-nos do pecado e dar-nos a vida eterna. O sacerdote lê a paixão de Cristo na liturgia da Adoração à cruz. Neste dia não se celebra a Santa Missa.

Nas igrejas, cobrem-se as imagens s com um pano (toalha) roxo, como ao crucifixo e o sacrário fica aberto, como sinal de que Jesus está morto.

A cor roxa na liturgia da Igreja significa luto. A imagem da Virgem Maria pode ser coberta de preto, em sinal de luto pela morte de seu Filho.

Podemos recordar lendo o Evangelho de São João, 18,1-19,42.

Como podemos viver este dia?

Neste dia a Igreja pede que se faça jejum e abstinência.

Costuma-se rezar a Via Crucis e meditar as Sete Palavras de Jesus (abaixo) na cruz.

Participa-se na Liturgia da Adoração à Cruz com muito amor, respeito e devoção.

Trata-se de acompanhar a Jesus em seu sofrimento.

Às três da tarde, recordamos a crucificação de Jesus, rezando o Creio.

Como se reza uma Via Crucis?

Este costume vem desde os finais do V século, quando os cristãos em Jerusalém, se reuniam pela manhã da Sexta-Feira Santa para venerar a cruz de Jesus. Voltavam a reunir-se ao início da tarde para escutar a leitura da Paixão.

A Via Crucis é uma maneira de recordar a paixão de Jesus e de reviver com Ele e acompanhá-lo nos sofrimentos que teve no caminho do Calvário.

Divide-se em quatorze estações que narram, passo a passo, a Paixão de Cristo desde o momento em que é condenado até a morte até o momento em que é colocado no sepulcro.

Na Via Crucis reza-se caminhando em procissão, como simbolismo do caminho que teve que percorrer Jesus até o Monte Calvário. Na frente algum dos participantes leva uma cruz grande e é aquele que preside a procissão. Fazem-se paradas ao longo do caminho para refletir em cada uma das estações, mediante alguma leitura específica.

Se se deseja, depois de escutar com atenção a estação que se medita e ao final de cada uma, pode-se rezar um Pai Nosso, enquanto se caminha até a seguinte estação. Quem leva a cruz, pode passá-la a outra pessoa.

[Via Sacra, conforme livro de novena]

O sermão das Sete Palavras de Jesus

Esta devoção consiste em refletir nas últimas sete frases que Jesus pronunciou na cruz, antes de sua morte.

Primera Palavra

"Pai: Perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". (Lucas 23, 24)

Jesus nos deixou um grande ensinamento com estas palavras. Sendo Deus, não se ocupou em querer provar sua inocência, já que a verdade sempre prevalece. Nós devemos ocupar-nos do juízo diante de Deus e não do juízo dos homens. Jesus não pediu o perdão para Ele, porque não tinha pecado. Pediu o perdão para aqueles que o acusaram. Nós não somos ninguém para julgar. Deus nos perdoou grandes pecados, pelo que nós devemos perdoar aos demais. O perdoar ajuda a eliminar o ódio. O amor deve ganhar do ódio. A verdadeira prova do cristão não consiste em quanto ama a seus amigos, mas a seus inimigos. Perdoar aos inimigos é grandeza de alma, perdoar é prova de amor.

Segunda Palavra

"Eu te asseguro: Hoje estarás comigo no paraíso". (Lucas 23,43)

Estas palavras nos ensinam a atitude que devemos tomar diante da dor e do sofrimento. A maneira como reagimos diante da dor depende da nossa filosofia de vida. Diz um poeta que dois prisioneiros olharam através das grades de sua cela e um viu lodo e o outro viu estrelas. Estas são as atitudes que se encontram manifestadas nos dois ladrões crucificados ao lado de Jesus: um não deu sentido à sua dor e o outro, sim, o fez. Necessitamos espiritualizar o sofrimento para ser pessoas melhores. Jesus, na cruz, é uma prova de amor. O ladrão da direita, ao ver Jesus na cruz, compreende o valor do sofrimento. O sofrimento pode fazer um bem a outros e à nossa alma. Nos aproxima de Deus se lhe damos sentido.

Terceira Palavra

"Mulher, eis aí teu filho. Filho, eis aí tua Mãe". (João 19, 26-27)

A Virgem é proclamada Mãe de todos os homens.

O amor busca amenizar o sofrimento de quem sofre e assumir as suas dores. Uma mãe, quando ama, quer tomar para si a dor das feridas de seus filhos. Jesus e Maria nos amam com um amor sem limites. Maria é Mãe de cada um de nós. Em João estamos representados cada um de nós. Maria é o refúgio dos pecadores. Ela entende que somos pecadores.

Quarta Palavra

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Marcos 15, 34)

É uma oração, um salmo. É o filho que fala com o Pai.

Estas palavras nos fazem pensar no pecado dos homens. O pecado é a morte da alma. A bondade é o constante rechaço ao pecado. O pecado é o abandono de Deus por parte do homem. O homem rechaçou a Deus e Jesus experimentou isto.

Quinta Palavra

"Tenho sede!" (João 19, 28)

A sede é um sinal de vida. Tem sede de dar a vida e por isso morre.

Ele tinha sede das almas dos homens. O Pastor estava só, sem suas ovelhas. Durante toda sua vida Jesus tinha buscado almas. As dores do corpo não eram nada em comparação à dor da alma. Que o homem depreciara seu amor lhe doía profundamente em seu coração. Todo homem necessita ser feliz e não se pode ser feliz sem Deus. A sede de todo homem é a sede de amor.

Sexta Palavra

"Tudo está consumado". (São João 19, 30)

Tudo tem sentido: Jesus por amor nos dá sua vida. Jesus cumpriu com a vontade de seu Pai. Sua missão terminaria com sua morte. O plano estava realizado. Nosso plano não está ainda terminado, porque ainda não temos salvado nossas almas. Tudo o que fazemos deve estar dirigido a este fim. O sofrimento, os tropeços da vida nos recordam que a felicidade completa somente a poderemos alcançar no céu. Aprendemos a morrer, morrendo a nós mesmos, ao nosso orgulho, nossa inveja, nossa dureza, milhares de vezes cada dia.

Sétima Palavra

"Pai, em tuas mãos entrego meu espírito". (Lucas 23, 46)

Jesus morre com serenidade, com paz, sua oração é de confiança em Deus. Se abandona nas mãos de seu Pai.

Estas palavras nos fazem pensar que devemos cuidar também de nossa alma, não somente do nosso corpo. Jesus entregou seu corpo, porém não sua alma. Devolveu seu espírito a seu Pai, não com um grito de rebelião, mas com um grito triunfante. Nada nos pode tirar nosso espírito. É importante recordar qual é nosso destino na vida para não nos enganarmos sobre o caminho a seguir. Jesus nunca perdeu de vista sua meta a seguir. Sacrificou tudo para alcançá-la. O mais importante na vida é a salvação de nossas almas.

A Virgem da Solidão

Sob o título de Virgem da Solidão, venera-se Maria em muitos lugares e se celebra na sexta-feira santa.

Na sexta-feira Santa acompanha-se a Maria na experiência de receber em seus braços a seu Filho morto, com um sentido de condolência. Diz-se que vai se levar os pêsames à Virgem, cuja imagem se cobre de preto neste dia, como sinal de luto.

Acompanhamos a Maria em sua dor profunda, a dor de uma mãe que perde a seu Filho amado. Ela presenciou a morte mais atroz e injusta que se tenha realizado jamais. Ao mesmo tempo, porém, ela alenta uma grande esperança, sustentada pela fé. Maria viu a seu filho abandonado pelos apóstolos temerosos, flagelado pelos soldados romanos, coroado com espinhos, cupido, bofeteado, caminhando descalço debaixo de um madeiro rude e muito pesado, até o monte Calvário, onde finalmente presenciou a agonia de sua morte numa cruz, pregado pelos pés e mãos.

Maria tira sua fortaleza da oração e da confiança em que a Vontade de Deus é o melhor para nós, ainda que nós não o compreendamos.

É Ela que com sua companhia, sua fortaleza e sua fé nos dão força nos momentos de dor, nos sofrimentos diários. A ela pedimos a graça de sofrer unidos a Jesus Cristo, em nosso coração, para assim unir os sacrifícios de nossa vida aos dela e assim compreendermos que na dor, somos mais parecidos a Cristo e capazes de amá-lo com maior intensidade.

A imagem da Virgem dolorosa nos ensina a ter fortaleza diante dos sofrimentos da vida. Encontremos n’Ela uma companhia e uma força para dar sentido aos próprios sofrimentos.

[…]


[1] Tradução livre de Frei João Carlos Karling, ofm, para uso da página da Paróquia Rede de Comunidades São José, Gravataí – RS.

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