Apresentação

Apresentação

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Formação de Catequistas - 25/05/2013

Liturgia Diária

  • Branco. Visitação de Nossa Senhora, Festa
Evangelho - Lc 1,39-56
Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha visitar-me?

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 1,39-56

39Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa,
dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia.
40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel.
41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria,
a criança pulou no seu ventre
e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com um grande grito, exclamou:
"Bendita és tu entre as mulheres
e bendito é o fruto do teu ventre!"
43Como posso merecer
que a mãe do meu Senhor me venha visitar?
44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos,
a criança pulou de alegria no meu ventre.
45Bem-aventurada aquela que acreditou,
porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu".
46Maria disse:
"A minha alma engrandece o Senhor,
47e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,
48pois, ele viu a pequenez de sua serva,
eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita.
49O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
50Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam.
51Demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos.
52Derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou.
53De bens saciou os famintos
despediu, sem nada, os ricos.
54Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,
55como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre".
56Maria ficou três meses com Isabel;
depois voltou para casa.
Palavra da Salvação.
 
1ª Leitura - Sf 3,14-18
O rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti.

Leitura da Profecia de Sofonias 3,14-18

14Canta de alegria, cidade de Sião;
rejubila, povo de Israel!
Alegra-te e exulta de todo o coração,
cidade de Jerusalém!
15O Senhor revogou a sentença contra ti,
afastou teus inimigos;
o rei de Israel é o Senhor, ele está no meio de ti,
nunca mais temerás o mal.
16Naquele dia, se dirá a Jerusalém:
"Não temas, Sião,
não te deixes levar pelo desânimo!
17O Senhor, teu Deus, está no meio de ti,
o valente guerreiro que te salva;
ele exultará de alegria por ti,
movido por amor;
exultará por ti, entre louvores,
18como nos dias de festa.
Afastarei de ti a desgraça,
para que nunca mais te cause humilhação".
Palavra do Senhor.
 
Salmo - Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R.6b)
R. O Santo de Israel é grande entre vós.


2Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; +
o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. *
3
Com alegria bebereis do manancial da salvação.R.

4be direis naquele dia: "Dai louvores ao Senhor, +
4cinvocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, *
4
dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublimeR.

5Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, *
publicai em toda a terra suas grandes maravilhas!
6Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, *
porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!"R.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Liturgia Diária

  • Branco. Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo Tempo Comum 

Evangelho - Lc 9,11b-17
Todos comeram e ficaram satisfeitos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 9,11b-17
Naquele tempo:
11bJesus acolheu as multidões,
falava-lhes sobre o Reino de Deus
e curava todos os que precisavam.
12A tarde vinha chegando.
Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus
e disseram: 'Despede a multidão,
para que possa ir aos povoados e campos vizinhos
procurar hospedagem e comida,
pois estamos num lugar deserto.'
13Mas Jesus disse: 'Dai-lhes vós mesmos de comer.'
Eles responderam:'Só temos cinco pães e dois peixes.
A não ser que fôssemos comprar comida
para toda essa gente.'
14Estavam ali mais ou menos cinco mil homens.
Mas Jesus disse aos discípulos:
'Mandai o povo sentar-se em grupos de cinqüenta.'
15Os discípulos assim fizeram, e todos se sentaram.
16Então Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes,
elevou os olhos para o céu, abençoou-os, partiu-os
e os deu aos discípulos para distribuí-los à multidão.
17Todos comeram e ficaram satisfeitos.
E ainda foram recolhidos doze cestos
dos pedaços que sobraram.
Palavra da Salvação.
 
1ª Leitura - Gn 14,18-20
Trouxe pão e vinho.
Leitura do Livro do Gênesis 14,18-20
Naqueles dias:
18Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho
e como sacerdote do Deus Altíssimo,
19abençoou Abrão, dizendo:
'Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo,
criador do céu e da terra!
20Bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou
teus inimigos em tuas mãos!'
E Abrão entregou-lhe o dízimo de tudo.
Palavra do Senhor.
 
2ª Leitura - 1Cor 11,23-26
Todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes
deste cálice proclamais a morte do Senhor.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 11,23-26
Irmãos:
23O que eu recebi do Senhor foi isso que eu vos
transmiti: Na noite em que foi entregue, 
o Senhor Jesus tomou o pão 
24e, depois de dar graças, partiu-o e disse:
'Isto é o meu corpo que é dado por vós.
Fazei isto em minha memória'.
25Do mesmo modo, depois da ceia,
tomou também o cálice e disse:
'Este cálice é a nova aliança, em meu sangue.
Todas as vezes que dele beberdes,
fazei-o em memória de mim'.
26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão
e beberdes deste cálice,
estareis proclamando a morte do Senhor,
até que ele venha.
Palavra do Senhor.
 
Salmo - Sl 109,1.2.3.4 (R. 4bc)
R. Tu és eternamente sacerdote
segundo a ordem do rei Melquisedec!

1Palavra do Senhor ao meu Senhor:*
'Assenta-te ao lado meu direito
até que eu ponha os inimigos teus*
como escabelo por debaixo de teus pés!'R.

2O Senhor estenderá desde Sião 
vosso cetro de poder, pois Ele diz:*
'Domina com vigor teus inimigos; R

3tu és príncipe desde o dia em que nasceste; 
na glória e esplendor da santidade,*
como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!'R.

4Jurou o Senhor e manterá sua palavra:
'Tu és sacerdote eternamente,*
segundo a ordem do rei Melquisedec!'R.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Liturgia Diária

  • Verde. 4ª-feira da 8ª Semana Tempo Comum 

Evangelho - Mc 10,32-45
Eis que estamos subindo para Jerusalém,
e o Filho do Homem vai ser entregue.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,32-45
Naquele tempo:
32Os discípulos estavam a caminho
subindo para Jerusalém.
Jesus ia na frente.
Os discípulos estavam espantados,
e aqueles que iam atrás estavam com medo.
Jesus chamou de novo os Doze à parte
e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele:
33'Eis que estamos subindo para Jerusalém,
e o Filho do Homem vai ser entregue
aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei.
Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos.
34Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo.
E depois de três dias ele ressuscitará.'
35Tiago e João, filhos de Zebedeu,
foram a Jesus e lhe disseram:
'Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir.'
36Ele perguntou:
'O que quereis que eu vos faça?'
37Eles responderam:
'Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda,
quando estiveres na tua glória!'
38Jesus então lhes disse:
'Vós não sabeis o que pedis.
Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?
Podeis ser batizados com o batismo
com que vou ser batizado?'
39Eles responderam: 'Podemos.'
E ele lhes disse:
'Vós bebereis o cálice que eu devo beber,
e sereis batizados com o batismo
com que eu devo ser batizado.
40Mas não depende de mim conceder
o lugar à minha direita ou à minha esquerda.
É para aqueles a quem foi reservado'.
41Quando os outros dez discípulos ouviram isso,
indignaram-se com Tiago e João.
42Jesus os chamou e disse:
'Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem
e os grandes as tiranizam.
43Mas, entre vós, não deve ser assim:
quem quiser ser grande, seja vosso servo;
44e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos.
45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido,
mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos.'
Palavra da Salvação.
1ª Leitura - Eclo 36,1-2a. 5-6. 13-19 (Gr. 1.4-5a.10-17)
Saibam todos os povos que não há outro Deus senão vós.
Leitura do Livro do Eclesiástico 36,1-2a. 5-6. 13-19 (Gr. 1.4-5a.10-17)

1Tende piedade de nós, Senhor,
Deus do mundo inteiro, e olhai!
Mostrai-nos a luz do vosso amor.
2aInfundi o vosso temor em todos os povos que não vos procuram,
para que saibam que não há outro Deus senão vós.
5Que eles vos reconheçam,
como nós vos reconhecemos,
que não há Deus além de vós, Senhor.
6Fazei novos milagres,
renovai os prodígios.
13Reuni as tribos todas de Jacó,
e dai-lhes a herança como no tempo antigo.
14Tende piedade do povo chamado pelo vosso nome,
e de Israel, a quem tratastes como primogênito.
15Compadecei-vos de vossa santa cidade,
de Jerusalém, lugar de vossa morada.
16Enchei Sião de vossa majestade,
e de vossa glória o templo.
17Dai testemunho daqueles que, desde o início,
são vossas criaturas,
realizai o que os profetas em vosso nome disseram.
18Dai a recompensa àqueles que esperam em vós,
mostrai que os vossos profetas tinham razão.
Escutai, Senhor, a oração dos vossos servos,
19pela benevolência que tendes para com vosso povo,
conduzi-nos no caminho da justiça,
e que o mundo inteiro reconheça
que vós sois o Senhor, o Deus de todos os tempos.
Palavra do Senhor.

Salmo - Sl 78,8. 9. 11. 13 (R. Eclo 36,1b)
R. Tende compaixão e olhai por nós, Senhor!

8Não lembreis as nossas culpas do passado, +
mas venha logo sobre nós vossa bondade, *
pois estamos humilhados em extremo.R.

9Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! +
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! *
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!R.

11Até vós chegue o gemido dos cativos: +
libertai com vosso braço poderoso *
os que foram condenados a morrer!R.

13Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, +
celebraremos vosso nome para sempre, *
de geração em geração vos louvaremos.R.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Liturgia Diária


Evangelho - Mc 10,28-31
Receberá cem vezes mais agora, durante esta vida
com perseguições e, no mundo futuro, a vida eterna.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,28-31
Naquele tempo:28Começou Pedro a dizer a Jesus:'Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.'29Respondeu Jesus:'Em verdade vos digo,quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos,campos, por causa de mim e do Evangelho,30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida- casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos,com perseguições -e, no mundo futuro, a vida eterna.31Muitos que agora sóo os primeiros serão os últimos.E muitos que agora são os últimos serão os primeiros.'Palavra da Salvação.
1ª Leitura - Eclo 35,1-15 (Gr. 1-12)
Aquele que cumpre os preceitos
oferece um sacrifício salutar.
Leitura do Livro do Eclesiástico 35,1-15 (Gr. 1-12)
1Aquele que guarda a lei faz muitas oferendas;2aquele que cumpre os preceitosoferece um sacrifício salutar. (3)4Aquele que mostra agradecimento,oferece flor de farinha,e o que pratica a beneficênciaoferece um sacrifício de louvor.5O que agrada ao Senhor é afastar-se do mal,e o que o aplaca é deixar a injustiça.6Não te apresentes na presença de Deus de mãos vazias,7porque tudo isso se faz em virtude do preceito.8O sacrifício do justo enriquece o altar,o seu perfume sobe ao Altíssimo.9A oblação do justo é aceitável,e sua memória não cairá no esquecimento.10Honra ao Senhor com coração generosoe não regateies as primícias que apresentares.11Faze todas as tuas oferendas com semblante sereno,e com alegria consagra o teu dízimo.12Dá a Deus segundo a doação que ele te fez,e com generosidade, conforme as tuas posses;13porque ele é um Deus retribuidor,e te recompensará sete vezes mais.14Não tentes corrompê-lo com presentes:ele não os aceita;15nem confies em sacrifício injusto,porque o Senhor é um juízque não faz discriminação de pessoas.Palavra do Senhor.
Salmo - Sl 49, 5-6. 7-8. 14.23 (R. 23b)
R. A todos que procedem retamente,
eu mostrarei a salvação que vem de Deus

5'Reuni à minha frente os meus eleitos, *que selaram a Aliança em sacrifícios!'6Testemunha o próprio céu seu julgamento, *porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.R.
7'Escuta, ó meu povo, eu vou falar; +ouve, Israel, eu testemunho contra ti: *Eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus!8Eu não venho censurar teus sacrifícios, *pois sempre estão perante mim teus holocaustos; R.
14Imola a Deus um sacrifício de louvor *e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo.23Quem me oferece um sacrifício de louvor, *este sim é que me honra de verdade.A todo homem que procede retamente, *
eu mostrarei a salvação que vem de Deus'.R.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Liturgia Diária

Evangelho (Mc 10,17-27)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor!

 

Naquele tempo, 17quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”

18Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!”

20Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. 21Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”

22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. 23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”

24Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”

26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” 27Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”.


— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

Primeira Leitura (Eclo 17,20-28)

Leitura do Livro do Eclesiástico.

20Aos arrependidos Deus concede o caminho de regresso, e conforta aqueles que perderam a esperança, e lhes dá a alegria da verdade. 21Volta ao Senhor e deixa os teus pecados, 22suplica em sua presença e diminui as tuas ofensas. 23Volta ao Altíssimo, desvia-te da injustiça e detesta firmemente a iniquidade.

24Conhece a justiça e os juízos de Deus e permanece constante no estado em que ele te colocou, e na oração ao Deus altíssimo. 25Anda na companhia do povo santo, com aqueles que vivem e proclamam a glória de Deus. 26Não te demores no erro dos ímpios, louva a Deus antes da morte; o morto, como quem não existe, já não louva. 27Louva a Deus enquanto vives; glorifica-o enquanto tens vida e saúde, louva a Deus e glorifica-o nas suas misericórdias. 28Quão grande é a misericórdia do Senhor, e o seu perdão para com todos aqueles que a ele se convertem!


- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial (Sl 31)

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!

— Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta.

— Todo fiel pode, assim, invocar-vos, durante o tempo da angústia e aflição, porque, ainda que irrompam as águas, não poderão atingi-lo jamais.

— Sois para mim proteção e refúgio; na minha angústia me haveis de salvar, e envolvereis a minha alma no gozo da salvação que me vem só de vós.

domingo, 26 de maio de 2013

Liturgia Diária

Domingo, 26 de Maio de 2013
Santíssima Trindade

Evangelho (João 16,12-15)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora.
13Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará.
14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Primeira leitura (Provérbios 8,22-31)

Leitura do Livro dos Provérbios:
Assim fala a Sabedoria de Deus: 22“O Senhor me possuiu como primícia de seus caminhos, antes de suas obras mais antigas; 23desde a eternidade fui constituída, desde o princípio, antes das origens da terra. 24Fui gerada quando não existiam os abismos, quando não havia os mananciais das águas, 25antes que fossem estabelecidas as montanhas, antes das colinas fui gerada.
26Ele ainda não havia feito as terras e os campos, nem os primeiros vestígios de terra do mundo.
27Quando preparava os céus, ali estava eu, quando traçava a abóbada sobre o abismo,28quando firmava as nuvens lá no alto e reprimia as fontes do abismo, 29quando fixava ao mar os seus limites — de modo que as águas não ultrapassassem suas bordas — e lançava os fundamentos da terra, 30eu estava ao seu lado como mestre-de-obras; eu era seu encanto, dia após dia, brincando, todo o tempo, em sua presença, 31brincando na superfície da terra, e alegrando-me em estar com os filhos dos homens”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Segunda leitura (Romanos 5,1-5)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 1Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, pela mediação do Senhor nosso, Jesus Cristo. 2Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.
3E não só isso, pois nos gloriamos também de nossas tribulações, sabendo que a tribulação gera a constância, 4a constância leva a uma virtude provada, a virtude provada desabrocha em esperança; 5e a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 8)

— Ó Senhor, nosso Deus, / como é grande vosso nome /por todo o universo!
— Ó Senhor, nosso Deus, /como é grande vosso nome /por todo o universo!
— Contemplando estes céus que plasmastes/ e formastes com dedos de artista;/ vendo a lua e estrelas brilhantes, perguntamos: /”Senhor, que é o homem,/ para dele assim vos lembrardes/ e o tratardes com tanto carinho?”
— Pouco abaixo de Deus o fizestes,/ coroando-o de glória e esplendor;/ vós lhe destes poder sobre tudo,/ vossas obras aos pés lhe pusestes:
— as ovelhas, os bois, os rebanhos,/ todo o gado e as feras da mata;/ passarinhos e peixes dos mares,/ todo ser que se move nas águas.

sábado, 25 de maio de 2013

Liturgia Diária

Sábado, 25 de Maio de 2013
7a. Semana Comum

Evangelho (Marcos 10,13-16)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, 13traziam crianças para que Jesus as tocasse. Mas os discípulos as repreendiam. 14Vendo isso, Jesus se aborreceu e disse: “deixai vir a mim as crianças. Não as proibais, porque o Reino de Deus é dos que são como elas.
15Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. 16Ele abraçava as crianças e as abençoava, impondo-lhes as mãos.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Primeira leitura (Eclesiástico 17,1-13)

Leitura do Livro do Eclesiástico.
1Da terra Deus criou o homem, e o formou à sua imagem. 2E à terra o faz voltar novamente, embora o tenha revestido de poder, semelhante ao seu. 3Concedeu-lhe dias contados e tempo determinado, deu-lhe autoridade sobre tudo o que está sobre a terra.4Em todo ser vivo infundiu o temor do homem, fazendo-o dominar sobre as feras e os pássaros.
5Deu aos homens discer­nimento, língua, olhos, ouvidos, e um coração para pensar; encheu-os de inteligência e de sabedoria. 6Deu-lhes ainda a ciência do espírito, encheu o seu coração de bom senso e mostrou-lhes o bem e o mal. 7Infundiu o seu temor em seus corações, mostrando-lhes as grandezas de suas obras. 8Concedeu-lhes que se gloriassem de suas maravilhas, louvassem o seu Nome Santo e proclamassem as grandezas de suas obras.
9Concedeu-lhes ainda a instrução e entregou-lhes por herança a lei da vida. 10Firmou com eles uma aliança eterna e mostrou-lhes sua justiça e seus julgamentos. 11Seus olhos viram as grandezas da sua glória e seus ouvidos ouviram a glória da sua voz. Ele lhes disse: “Tomai cuidado com tudo o que é injusto!” 12E a cada um deu mandamentos em relação a seu próximo. 13Os caminhos dos homens estão sempre diante do Senhor e não podem ficar ocultos a seus olhos.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 102)

— O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre.
— O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre.
— Como um pai se compadece de seus filhos, o Senhor tem compaixão dos que o temem. Porque sabe de que barro somos feitos, e se lembra de que apenas somos pó.
— Os dias do homem se parecem com a erva, ela floresce como a flor dos verdes campos; mas apenas sopra o vento ela se esvai, já nem sabemos onde era o seu lugar.
— Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme é de sempre e perdura para sempre; e também sua justiça se estende por gerações até os filhos de seus filhos, aos que guardam fielmente sua Aliança.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Liturgia Diária

Sexta-Feira, 24 de Maio de 2013
7a. Semana Comum

Evangelho (Marcos 10,1-12)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus foi para o território da Judeia, do outro lado do Jordão. As multidões se reuniram de novo em torno de Jesus. E ele, como de costume, as ensinava.2Alguns fari­seus se aproximaram de Jesus. Para pô-lo à prova, perguntaram se era permitido ao homem divorciar-se de sua mulher.
3Jesus perguntou: “O que Moisés vos ordenou?” 4Os fari­seus responderam: “Moisés permitiu escrever uma certidão de divórcio e despedi-la”. 5Jesus então disse: “Foi por causa da dureza do vosso coração que Moi­sés vos escreveu este mandamento. 6No entanto, desde o começo da criação, Deus os fez homem e mulher. 7Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e os dois serão uma só carne. 8Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe!”
10Em casa, os discípulos fizeram, novamente, perguntas sobre o mesmo assunto.11Jesus respondeu: “Quem se divorciar de sua mulher e casar com outra, cometerá adultério contra a primeira. 12E se a mulher se divorciar de seu marido e casar com outro, cometerá adultério”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Primeira leitura (Eclesiástico 6,5-17)

Leitura do Livro do Eclesiástico.
5Uma palavra amena multiplica os amigos e acalma os inimigos; uma língua afável multiplica as saudações. 6Sejam numerosos os que te saúdam, mas teus conselheiros, um entre mil. 7Se queres adquirir um amigo, adquire-o na provação; e não te apresses em confiar nele. 8Porque há amigo de ocasião, que não persevera no dia da aflição. 9Há amigo que passa para a inimizade, e que revela as desavenças para te envergonhar.
10Há amigo que é companheiro de mesa e que não persevera no dia da necessidade.11Quando fores bem-sucedido, ele será como teu igual e, sem cerimônia, dará ordens a teus criados. 12Mas, se fores humilhado, ele estará contra ti e se esconderá da tua presença.
13Afasta-te dos teus inimigos e toma cuidado com os amigos. 14Um amigo fiel é poderosa proteção: quem o encontrou, encontrou um tesouro. 15Ao amigo fiel não há nada que se compare, é um bem inestimável. 16Um amigo fiel é um bálsamo de vida; os que temem o Senhor vão en­contrá-lo. 17Quem teme o Senhor, conduz bem a sua amizade: como ele é, tal será o seu amigo.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 118)

— Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!
— Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!
— Ó Senhor, vós sois bendito para sempre; os vossos mandamentos ensinai-me!
— Minha alegria é fazer a vossa vontade; eu não posso esquecer vossa palavra.
— Abri meus olhos, e então contemplarei as maravilhas que encerra a vossa lei!
— Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!
— Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.
— Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Relíquia de Santa Rita de Cássia

Ontem, dia 22/05/2013, foi um dia histórico para a comunidade Santa Rita de Cássia. Recebemos, de forma permanente, uma relíquia de nossa padroeira. Foi um momento de bastante emoção, e que com certeza não sairá de nossa memória.

A Relíquia recebida é um pequeno pedaço da veste da Santa, que é classificada como segunda classe, por ter sido parte de um objeto pessoal da Santa.

Que Santa Rita continue abençoando seu povo devoto e intercedendo a Deus por nós. Amém!

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Liturgia Diária

Quinta-Feira, 23 de Maio de 2013
7a. Semana Comum

Evangelho (Marcos 9,41-50)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 41disse Jesus aos seus discípulos:
“Quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa. 42E se alguém escandalizar um desses pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço.
43Se tua mão te leva a pecar, corta-a! 44É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga. 45Se teu pé te leva a pecar, corta-o! 46É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno. 47Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, 48‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’. 49Pois todos hão de ser salgados pelo fogo. 50Coisa boa é o sal. Mas se o sal se tornar insosso, com que lhe restituireis o tempero? Tende, pois, sal em vós mesmos e vivei em paz uns com os outros.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Primeira leitura (Eclesiástico 5,1-10)

Leitura do Livro do Eclesiástico
1Não confies nas tuas riquezas e não digas: “Basta-me viver!” 2Não deixes que tua força te leve a seguir as paixões do coração. 3Não digas: “Quem terá poder sobre mim?” ou: “Quem me fará prestar contas das minhas ações?”, pois o Senhor, com certeza, te castigará. 4Não digas: “Pequei, e que de mal me aconteceu?”, pois o Altíssimo é paciente.5Não percas o temor por causa do perdão, cometendo pecado sobre pecado. 6Não digas: “A misericórdia do Senhor é grande, ele me perdoará a multidão dos meus pecados!”,7pois dele procedem misericórdia e cólera, e sua ira se abate sobre os pecadores. 8Não demores em voltar para o Senhor, e não adies de um dia para outro, 9pois a sua cólera vem de repente e, no dia do castigo, serás aniquilado. 10Não te apoies em riquezas injustas, pois elas de nada te valerão no dia da desgraça.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Salmo (Salmos 1)

— É feliz quem a Deus se confia!
— É feliz quem a Deus se confia!
— Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
— Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
— Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nota de Falecimento

Amigas e Amigos da Paróquia Rede de Comunidades São José: com pesar comunico o falecimento de nosso irmão, amigo e ex-coordenador da Rede, Pedrinho, ocorrido hoje, dia 22/05/2013. Ele será velado na Funerária Nossa Senhora dos Anjos, a partir das 16 horas, parada 77 da faixa de Gravataí. Seu sepultamento será amanhã, dia 23/05, às 11 horas, em Santo Antônio da Patrulha. Nossa solidariedade à esposa e família. Sintonia na prece. Hoje à noite, na missa do tríduo de Santa Rita, rezaremos especialmente pelo nosso irmão. Toda luz e paz.

Frei João Carlos Karling

Você sabe o que é uma Relíquia?

Olhando o dicionário, podemos encontrar a seguinte definição de relíquia: "Parte do corpo de um san­to: qualquer objeto que lhe pertenceu".
As relíquias são usualmente guardadas em receptáculos chamados relicários. Existem três classificações de relíquias: primeira classe que é a parte do corpo de um santo (osso, unha, cabelo, etc); segunda classe são objetos pessoais de um santo (roupa, cajado, pregos da cruz, etc) e as de terceira classe que inclui pedaços de tecidos que tocaram no corpo do santo, ou, no relicário onde uma porção do seu corpo está conservada.
A Igreja Católica, consciente de que a Santidade do próprio Deus refulge e manifesta-Se em Seus Santos, venera, admira, e, invoca a intercessão dos mesmos, certo de que este procedimento, longe de ofender a Deus, ou de afastar os homens d'Ele, é algo que muito lhe agrada e muito favorece a Vida Cristã.
A Igreja respeita e conserva, com amor, os lugares aonde viveram os Santos, e, também, os seus restos mortais e objetos que lhes pertenceram na sua peregri­nação sobre a terra. Tudo isto, lugares, objetos e restos mortais dos Santos, ajudam-nos a nos lembrar deles, das suas vidas, dos seus exemplos de virtude, da necessida­de de também nós trilharmos o caminho da Santidade, de que eles, mesmo no Céu, não nos abandonaram, mas ainda estão conosco, nos ajudam e intercedem por nos.
As Relíquias dos Santos conservam-nos a sua precio­sa memória, ajudam-nos a mantermo-nos em comunhão com eles, e, também, são instrumentos dos favores di­vinos através da celeste intercessão destes amigos de Deus. Através do contato com tais relíquias, Deus pode conceder (e concede) graças para o Seu povo ainda peregrino sobre a Terra.

Hoje, no dia de Santa Rita de Cássia, teremos a honra de receber em nossa Paróquia, de forma definitiva, uma relíquia de Santa Rita. Às 20 horas, na Missa que dará início ao Tríduo em sua honra, receberemos um pedaço da veste que pertenceu a Santa, com certificado de autenticidade desta relíquia. Todos estão convidados a participar deste momento histórico e emocionante para nossa comunidade.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós… Intercedei a Deus por nós!

Santa Rita de Cássia

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O nascimento

Santa Rita nasceu em um pequeno povoado chamado Roccaporena, situado na região de Cássia, na Província da Úmbria, no centro da Itália. Na Úmbria nasceram muitos filhos ilustres, entre eles São Francisco de Assis, São Bento e Santa Clara, além de Santa Rita.

Os pais de Santa Rita, Antônio Mancini e Amata Ferri, formavam um casal exemplar e eram conhecidos pelos seus concidadãos como "pacificadores de Jesus Cristo". Gozavam de imenso prestígio e autoridade no meio daquela gente por causa de suas virtudes. Sua ocupação diária era visitar os vizinhos mais necessitados levando a eles ajuda espiritual e material.

Para que sua felicidade fosse completa, porém, faltava ao casal um filho que estreitasse ainda mais seu amor. Apesar da idade avançada de Amata, eles não deixaram de confiar em Deus e foi assim que o Senhor atendeu às suas preces: conta a história que um anjo apareceu à ela e lhe revelou que daria à luz uma menina que seria a admiração de todos pois fora escolhida por Deus para manifestar a todos os seus prodígios.

Em 1381 nasceu esta admirável criatura que foi batizada em Santa Maria dos Pobres, em Cássia, porque o pequeno povoado de Roccaporena somente passou a ter uma pia batismal em 1720. O nome de Rita, diminutivo de Margarida (Margherita, em italiano) foi revelado pelo anjo, e com esse nome a Santa se tornou conhecida para sempre.

Quando Antônio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filhinha em um cestinho de vime que levavam consigo e abrigavam-na à sombra das árvores.

Um dia, enquanto lavradores e pássaros cantavam em uníssono, a criança sonhava com os olhos voltados para o céu azul. Foi quando um grande enxame de abelhas brancas a envolveu fazendo um zumbido especial. Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar, como se não tivessem ferrões. Nenhum gemido da criança aconteceu para chamar a atenção de seus pais; ao contrário, a pequena Rita dava gritinhos de alegria.

Enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice recebendo um grande talho na mão direita. Dirigindo-se imediatamente para Cássia a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que sumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Ele deu gritos de surpresa, o que chamou a atenção de Antônio e Amata que correram ao local. O enxame, por poucos instantes disperso, voltou ao seu lugar e mais tarde, quando Rita foi para o mosteiro de Cássia, as abelhas ficaram nas paredes do jardim interno.

Este fato é relatado por todos os biógrafos da Santa e transmitido pelas tradições e pinturas que a ele se referem. A Igreja, tão exigente para aceitar as tradições, insere esta circunstância nas lições do Breviário. Tendo atribuído o nascimento de Rita a um milagre, seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino.

Infância e juventude

Rita era para seus pais um precioso dom concedido à fé e às orações, e assim eles se esmeraram em educar a sua filha nos sentimentos religiosos. Analfabetos, procuravam transmitir à criança seus conhecimentos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Santa Virgem Maria e dos santos populares.

Apenas chegara à idade da razão e apareceram em Rita os primeiros sinais de virtude que, sob influência da graça divina, desenvolveram-se em sua bela alma.

Rita era um anjo, dócil, respeitosa e obediente para com seus velhos pais, a quem amava com delírio. Os ensinamentos que seus pais lhe davam levaram-na a decidir, aos 8 anos de idade, a consagrar a sua virgindade a Jesus, esposo das virgens.

Gostava tanto da vida retirada que seus pais lhe permitiram ter um oratório dentro de casa; alí passava os dias meditando no amor de Jesus e purificando seu inocente corpo com penitências.

Aos 16 anos já pensava no modo de confirmar definitivamente sua consagração a Jesus Cristo por meio dos votos perpétuos. Rita chegou a pedir, de joelhos, licença para entrar no convento. Seus pais, porém, com a idade avançada, guiados pelo amor natural e não querendo deixá-la só neste mundo, resolveram casá-la com um jovem que pedira sua mão. Não se sabe exatamente qual a idade de Rita nessa época. Certos autores dizem que ela tinha 18 anos.

Que lutas e que dores para o coração dessa jovem! Ela se via ntre o amor à virgindade e a obediência devida a seus pais. Não tinha coragem de dar a um homem o coração que desde a infância consagrara a Deus e, por outro lado, causavam-lhe piedade seus velhos pais, muito idosos, aos quais se acostumara a obedecer nas mínimas coisas.

Esposa e mãe

O jovem que pedira a mão de Rita era Paulo Fernando, descrito como um homem pervertido, de caráter feroz e sem temor a Deus, com o qual não se podia discutir e que seria capaz de provocar um verdadeiro escândalo se Rita e seus pais não consentissem nesse casamento. Foi assim que Rita se viu obrigada a esse casamento.

Quanto padeceu ela no longo período de 18 anos que viveu com seu esposo! Injuriada sem motivo, não tinha uma palavra de ressentimento; sem os direitos que à ela cabiam, não se queixava e era tão obediente que nem à Igreja ia sem a permissão de seu brutal marido.

A mansidão, a docilidade e prudência da esposa, porém, suavizaram aquela rude impetuosidade, conseguindo transformar em manso cordeiro aquele leão furioso. Fernando não pôde resistir a tanta abnegação e mudou completamente de vida, tornando-se um marido respeitoso.

Rita sentia-se muito feliz por ver o seu marido convertido ao bom caminho. Não se cansava de dar graças a Deus por tamanho benefício. Sentia-se feliz por educar nos princípios da religião os dois filhinhos que o céu lhe dera: João Tiago e Paulo Maria.

Mas durou pouco tempo aquela felicidade de esposa e mãe! Quando menos esperava tudo mudou, e de um modo muito violento e trágico: seu marido foi ferozmente assassinado pelos inimigos que fez em sua vida de violência. Rita tomou todas as providências para um sepultamento digno para seu marido, multiplicando suas orações e penitências em sufrágio da sua alma. Praticou, ainda, o supremo ato heróico de perdoar os seus assassinos.

Refeita da primeira dor causada pela morte do marido, a piedosa mulher concentrou toda sua atenção e solicitude em seus dois filhos. A mãe atenta percebia que os dois jovens apresentavam sintomas de desejos de vingança, o que ela não podia aceitar. Rita percebeu que seus filhos não mais a escutavam com a mesma docilidade e que a voz do sangue os arrastaria mais tarde ao mal.

Quando se viu em tal situação, a mãe dedicada tomou uma resolução heróica e pediu a Jesus Crucificado que levasse os seus filhos inocentes se fosse humanamente impossível evitar que se tornassem criminosos.

Um após outro caíram doentes os meninos e Rita os tratou com o máximo cuidado, velando para que nada lhes faltasse e procurando todos os remédios necessários para lhes conservar a vida, mesmo à custa dos maiores sacrifícios.

Sabia que era seu dever socorrê-los e queria cumprir generosamente esse dever. Os meninos morreram. Foi breve o intervalo da morte de um e do outro. Eles morreram cerca de um ano depois da morte do pai. Rita depositou os corpos de seus filhos ao lado de seu marido e ficou só no mundo; só, mas com seu Deus.

Em busca do antigo sonho

Desligada dos laços do matrimônio e dos cuidados maternais pela morte do esposo e dos filhos, Rita passou a se dedicar com afinco à prática das virtudes, às obras de caridade e à oração. A caridade para com o próximo era inesgotável. Não se contentando em dar o que tinha, trabalhava com suas próprias mãos para poder fazer mais. E convidava suas amigas e conhecidas para que fizessem o mesmo.

Tudo isto, porém, não bastava para aquela alma inflamada pelo amor divino. Em seus sonhos de menina, Rita sempre tinha aspirado ao claustro como a um asilo de paz para sua alma. Quando ia à cidade, ao passar diante das portas dos mosteiros onde teria podido servir a Deus com todas as suas forças, parecia-lhe que uma força interior e poderosa a atraía e ela experimentava uma santa inveja das virgens que ali estavam encerradas.

Mas, que abismo entre os seus primeiros anos e seu estado atual! Embora a voz que a chamava ao estado religioso continuasse forte, poderosa e insistente, Rita sabia que não podia mais levar o frescor virginal de sua vida de menina e achava-se indigna de viver entre as virgens consagradas a Deus. Rita encorajou-se, porém, e resolveu fazer uma tentativa.

Bateu à porta do convento das agostinianas de Santa Maria Madalena e expôs à superiora o seu ardente desejo. Seu aspecto humilde e piedoso causou excelente impressão na religiosa; mas o convento, que somente recebia jovens solteiras, jamais havia aberto suas portas para uma viúva, e a pobre mulher se viu rejeitada. Imaginem em que estado de alma Rita voltou a Roccaporena!

Ela continuou com suas orações, suas mortificações, suas boas obras e, tendo retomado a confiança, voltou ainda por duas vezes à porta do mosteiro de Santa Maria Madalena, sofrendo duas novas rejeições. Rita se abandonou à vontade de Deus, recomendando-se mais do que nunca a seus santos protetores.

Quando Deus a viu perfeitamente resignada e confiante, teve compaixão dela e, uma noite, quando estava em oração, ouviu chamar: "Rita! Rita!". Ela não viu ninguém e, pensando ter se enganado, voltou às suas orações. Mas, pouco depois, ouviu novamente: "Rita! Rita!". Desta vez, teve a certeza de que não se enganara. Levantando-se, abriu a porta e foi à rua. Eram 3 homens e Rita não tardou a reconhecê-los: eram seus protetores São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau de Tolentino, que a convidaram para segui-los.

Em êxtase, como num sonho, ela os seguiu e em pouco tempo estava em Cássia, diante do convento de Santa Maria Madalena. As religiosas dormiam e a porta estava bem trancada. A mesma porta que por três vezes se fechara diante dela, a porta que lhe era a entrada do paraíso terrestre. Era impossível abrir essa porta por meios humanos, mas os santos que Deus enviara para acompanhá-la fizeram com que Rita se encontrasse no interior do mosteiro.

Quando as religiosas desceram para se reunir no coro, ficaram estupefatas ao encontrar a santa mulher que tinha sido insistentemente rejeitada. Como entrara ela, se o mosteiro estava completamente fechado e não havia sinal algum de abertura ou arrombamento? As freiras se impressionaram com o relato que Rita fez do acontecido e, diante de um milagre tão estupendo, reconheceram os desígnios de Deus e admitiram jubilosas em sua companhia aquela criatura que era mais angelical que humana.

A vida no convento

A primeira coisa que Rita fez, ao ser admitida no convento, foi repartir entre os pobres todos os bens que possuía. Livre dos empecilhos terrenos, admirável era a sua obediência, profunda era a sua humildade, grandes eram as suas mortificações e penitências.

Para colocar à prova a obediência da noviça, a superiora do convento ordenou-lhe que regasse de manhã e à tarde um galho seco, provavelmente um ramo de videira ressequido e já destinado ao fogo. Rita não ofereceu dificuldade alguma, e de manhã e de tarde, com admirável simplicidade, cumpria essa tarefa, enquanto as irmãs a observavam com irônico sorriso. Isso durou cerca de um ano, segundo certas biografias da santa.

Um belo dia as irmãs se assombraram: a vida reapareceu naquele galho ressequido, surgiram brotos, apareceram folhas e uma bela videira se desenvolveu maravilhosamente dando a seu tempo deliciosas uvas. E essa videira, velha de vários séculos, ainda hoje está viçosa no convento.

Em 1443 veio à Cássia para pregar a Quaresma São Tiago de La Marca. O sermão da paixão de Nosso Senhor sensibilizou profundamente Rita que havia comparecido junto com as outras religiosas para ouvir a pregação.

Santa Rita de CássiaVoltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior e suplicou ardentemente a Jesus que lhe concedesse participar de suas dores. E eis que um espinho se destacou da coroa do crucifixo, veio a ela e entrou tão profundamente em sua testa que a fez cair desmaiada e quase agonizante. Quando voltou a si, a ferida lá estava atestando o doloroso prodígio.

Enquanto as chagas de São Francisco e de outros santos tinham a cor do sangue puro e não eram repugnantes, a de Rita se converteu numa ferida purulenta e fétida, de maneira que a pobre vítima, para não empestear a casa, teve de ser recolhida a uma cela distante onde uma religiosa lhe levava o necessário para viver. Ela suportou a ferida durante 15 anos.

Em 1450 foi celebrado o jubileu em toda a Cristandade e como algumas irmãs estavam se preparando para ir a Roma, Rita manifestou um ardente desejo de as acompanhar, mas seu estado de saúde estava se agravando devido à ferida que o espinho havia deixado em sua testa.

Sendo assim as irmãs acharam que Rita não deveria ir. Então ela pediu a Deus para a ferida desaparecer e foi mais uma vez atendida e conseguiu acompanhar as irmãs agostinianas a Roma, com grande proveito para sua alma. Mas logo que voltou da viagem a ferida reapareceu e também uma enfermidade incurável que lhe causava um grande sofrimento.

Incapaz de se alimentar durante os últimos dias de sua vida, Rita alimentava-se apenas da Santa Comunhão. Em meio às dores que castigavam seu corpo ela conservava a alegria do espírito e um sorriso encantador brilhava constantemente em seu rosto.

A morte de Santa Rita

No último período de sua vida aconteceu um fato que era a prova do carinho que Deus dispensava à sua Serva. Durante um rigoroso inverno, pessoas de Rocaporena descobriram na horta de Rita uma roseira coberta de lindas rosas e uma figueira com frutos maduros e saborosos. Rita ficou feliz com esta maravilhosa notícia e sentiu-se profundamente consolada e louvava cada vez mais a Deus.

Explicam esses fatos o piedoso costume de enfeitarem a imagem da Santa, particularmente no dia de sua Festa, com rosas, figos, cachos de uvas e abelhas. A Santa Igreja mesma parece querer perpetuar o milagre das rosas aprovando a Bênção das Rosas que se faz no dia da Festa ou no dia 22 de cada mês, para alívio dos enfermos.

A doença da Santa estava cada dia piorando e as dores tinham se tornado insuportáveis. Com orações e santas aspirações ela se preparou para receber os sacramentos finais e entre expressões de amor a Jesus e Maria sua alma se libertou dos vínculos que a prendiam à terra. Finalmente, com mais de 70 anos de idade e 40 de vida religiosa, faleceu Santa Rita em Cássia no velho Convento das Agostinianas no dia 22 de maio de 1457, recheada com visões celestiais e depois de ter recebido com muita piedade os últimos sacramentos.

Neste momento mãos invisíveis tangeram os sinos do convento e da vila de Cássia entoando um hino triunfal das esposas eternas, convidando a comunidade e a população para fazer um coro na glorificação da alma daquela que viveu e morreu na santidade.

A morte de Rita foi acompanhada de muitos milagres. Na cela onde ela faleceu apareceu uma luz de grande esplendor e um perfume especial se fez sentir em todo o mosteiro. A ferida do espinho, antes de aspecto repugnante tornou-se brilhante, limpo e da cor de rubi. Centenas de pessoas compareciam ao convento para ver a "Santa" cujo cadáver ficou em exposição além do tempo legal. As religiosas cantavam hinos de agradecimento a Deus por ter exaltado no céu e na terra sua serva.

Beatificaçao e canonização

O culto à bem aventurada da vila de Cássia rapidamente se estendeu sobre a Itália e as nações de Portugal e Espanha, onde por causa dos milagres obtidos por sua intercessão o povo lhe deu o nome de " Santa das Causas Impossíveis".

Em 1628 Urbano VIII lavrou o decreto de beatificação da Santa com um especial indulto do Papa Bento XIII de 1727.

Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão XIII. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis.

Muitos contratempos fizeram com que se protelasse a canonização, que só aos 24 de Maio de 1900 se realizou sob o pontificado de Leão XIII. Contudo, já em 1577 se erguia em Cássia uma igreja à Santa das causa desesperadas e impossíveis.

ASSISTA ABAIXO O FILME QUE CONTA A HISTÓRIA DE SANTA RITA DE CÁSSIA!

Áudio: Italiano

Legendado em português

Ano de Produção: 2004

Filme Completo