Apresentação

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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Sexta-feira da 5ª Semana da Páscoa

Festa de São Filipe e São Tiago Menor

2) Leitura do Evangelho segundo Marcos (Jo 14, 6-14)

Leia na sua Bíblia

3) Reflexão

- A Igreja escolheu o Evangelho de hoje por causa do diálogo entre Filipe – um dos santos de hoje – e Jesus:”Filipe disse a Jesus: “Senhor, mostra-nos o Pai e isso basta para nós”. Jesus respondeu: “Faz tanto tempo que estou no meio de vocês, e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que você diz: “Mostra-nos o Pai!? Você não acredita que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim?...” (vv 8-10ª).

- O contexto é a partida de Jesus. Diante de sua paixão iminente, Jesus conversa com os discípulos sobre o significado da sua partida para a vida dos discípulos. São palavras de despedida, uma espécie de testamento. Antes de partir, Jesus abre o seu coração e revela o sentido último da sua existência. Os discípulos só podem estar preocupados: o que acontecerá conosco quando o Senhor não estiver mais entre nós? A resposta de Jesus – em João, o Jesus terreno é já o Cristo glorificado (cf. Jo 13,1) – é uma palavra de consolação: “Não fique perturbado o vosso coração” (v.1).

- O sentimento de orfandade tomou conta da Igreja deste o dia desse anúncio: o quê fazer nesse tempo do meio (intermédio) entre a sua partida e o seu retorno? A comunidade cristã nasce de uma compreensão profunda da ausência do seu Senhor. Ele está ausente fisicamente, não há como negar isso. Por outro lado, porém, ele inaugurou um novo modo de presença: ele está presente no amor recíproco, no amor aos inimigos, no amor até ao dom da vida.

- Ele não nos abandona, nos dá o seu Espírito, que nos faz viver nEle, como Ele vive em nós. O seu partir não é a partida da morte, mas o desabrochar pleno da vida, quando, finalmente, mergulhados de corpo e alma em Deus, nascemos para a vida filial e fraterna.

- A partida de Jesus implica, naturalmente, alguns perigos para os discípulos. O pior deles é a tentação de preencher o ‘vazio’ deixado por Jesus com ‘substitutivos’. O caminho, com efeito, é único, mas os ‘desvios’ são muitos. A verdade exige procura, enquanto a mentira cresce como mato. A vida cresce devagar, mas a morte vem de repente: qualquer besteira pode provocá-la!

- Há também perigos exteriores. O mundo – que Jesus amou e pelo qual morreu – nem sempre ajuda (pelo contrário) a caminhar pelo caminho certo, a procurar a verdade e a promover a vida. Muitas vezes, se opõem a quem questiona, e expõe à morte quem quer sua vida, a vida autêntica do mundo.

- O evangelista está preocupado com a sua comunidade, na qual e para a qual ele escreve. Para ele, o caminho a seguir é claro: a fé em Jesus (vv. 1-14) e o amor eu vem do Espírito de Jesus (vv. 15-31) Seu lema é “fé e amor”. Ou, na linguagem que, mesmo o empobrecendo, se imporá no futuro: o dogma e a moral. Com essa herança, a comunidade do evangelista – e nós hoje – podemos seguir em frente, sem medo de nos perder nem de ficar sozinhos.

 



Ver “O Pão Nosso de Cada Dia” – Subsídio Catequético Litúrgico Mensal.

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