Apresentação

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terça-feira, 5 de agosto de 2014

MENSAGEM DO DIA DO PADRE

    SOMOS AMADOS ESCOLHIDOS POR DEUS PARA SERMOS PASTORES
Parte 1
Dom Frei João Inácio Müller, bispo de Lorena/SP
Sobre o texto do Evangelho de Mateus: as tradições parecem muitas vezes mais importantes do que a Tradição, a Revelação, o Evangelho. Na aparência, guardam o essencial; na essência, são subterfúgios humanos, concessões ao que é relativo, justificativa para não se abrir ao Transcendente, ao Sempre Maior, ao Novo. Jesus experimentou isso.
Celebramos, hoje, entre nós, o Dia do Padre, fazendo Memória do santo Cura d’Ars, apontado como modelo do clero paroquial, por Pio XI, em 1925, por ocasião da sua canonização. “O Sacerdote é o amor do coração de Jesus”, lembrava São João Maria Vianney. Belo isso.
Cada um de nós recorda da sua infância e do desabrochar vocacional. Deus foi chamando: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”. Nosso Papa Francisco recomenda exatamente isso: que nunca percamos a memória da nossa primeira vocação, fomos escolhidos para este Ministério. Ser chamado por Deus é predileção. O Senhor chama os que ele quer. Chama para privar com Ele, ficar próximo a Ele, conviver com Ele, ser constituído discípulo e Apóstolo para ir no lugar Dele, em Seu nome, para onde Ele mesmo deveria ir. E Nosso Senhor envia como o Pai enviou e envia: confiança total. Por isso constitui e potencializa: “recebei o Espírito Santo”.
Creio que cada um de nós teve momentos de dúvida, de objeção ou de medos, ou mesmo de alguma infidelidade. Diria, isso foi normal nos chamados por Cristo. É normal também a busca por fidelidade e resposta pronta e consistente, alegre e disponível, de total entrega, a exemplo do Mestre: “Pai, não a minha vontade, mas a tua”. “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”. A humildade cotidiana acompanhava Jesus: “o Filho não pode fazer nada por sua própria conta; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho também faz. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz”. Nós fomos e somos atraídos para esta dinâmica: somos os íntimos de Deus, chamados a participar da intimidade do Filho e da sua obra.
É belo e comprometedor o que Jesus disse a Filipe: “Filipe, que me viu, viu o Pai”. Quem nos vê, que veja o Pai e o seu Filho bendito. Bela e nobre esta vocação e missão: ser transparência de Jesus Cristo. Somente isso e nada mais. Podemos nos sentir inadequados perante a grandeza da missão recebida. A objeção encontra resposta e superação no encorajamento de Deus a “não temer” e na promessa de que o próprio Senhor acompanhará e assistirá o Seu enviado e ungido. O Senhor elege, constitui, envia e acompanha. A missão é Dele.
É belo deixar tudo para se entregar a serviço de Deus! É a mais bela resposta de amor que alguém pode dar ao amor Daquele que morreu por nós, o sacerdote Maior: NSJC. Ao entregar-se nas mãos de Deus, como instrumento, disponível Nele, como e onde ele quiser, o Padre vai sendo conformado a Cristo, que entregou a sua vida por amor ao que é do Pai. Isto é vocação. JPII dizia que “vocação é o olhar carinhoso de Deus sobre cada pessoa”. E nós temos a graça de viver, no Sacerdócio, uma resposta agradecida a Deus por este olhar carinhoso. É como que dar de volta o que recebemos; dar de volta multiplicado, com generosidade, liberdade e alegria.

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