Apresentação

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A história da Imaculada Conceição

Rezemos-o-Ofício-da-Imaculada-ConceiçãoJá no princípio, quando nossos primeiros pais romperam com Deus pela soberba e desobediência, lançando toda a humanidade nas trevas, Deus misericordiosamente prometeu a salvação por meio de uma “Mulher”.

“Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3, 15).

Se foi por meio de uma mulher (Eva) que a serpente infernal conseguiu fazer penetrar seu veneno mortal na humanidade, também seria por meio de outra mulher (Maria, a nova Eva) que Deus traria o remédio da salvação.

“Na plenitude dos tempos”, diz o Apóstolo, “Deus enviou Seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl 4,4). No ponto central da história da salvação se dá um acontecimento ímpar em que entra em cena a figura de uma Mulher. O mesmo Apóstolo nos lembra: “Não foi Adão o seduzido, mas a mulher” (1Tm 2,14); portanto, devia ser também por meio da mulher que a salvação chegasse à terra.

Para isso foi preciso que Deus preparasse uma nova Mulher, uma nova Virgem, uma nova Eva, que fosse isenta do pecado original, que pudesse trazer em seu seio virginal o autor da salvação; que pudesse “enganar” a serpente maligna, da mesma forma que esta enganara Eva.

O pecado original, por ser dos primeiros pais, passa por herança, por hereditariedade, a todos os filhos, e os faz escravos do pecado, do demônio e da morte.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: “O gênero humano inteiro é em Adão como um só corpo de um só homem. Em virtude desta “unidade do gênero humano” todos os homens estão implicados no pecado de Adão” (n. 404).

A partir do pecado de Adão, toda criatura entraria no mundo manchada pelo pecado original. O que fez então Jesus para poder ter Sua Mãe bela, santa e imaculada? Ele quebrou a tábua da lei do pecado original e jurou que, no lenho da Cruz, com Seu Sangue e Sua Morte conquistaria a Imaculada Conceição de Sua Virgem Mãe.

São Leão Magno, Papa do século V e doutor da Igreja, afirma: “O antigo inimigo, em seu orgulho, reivindicava com certa razão seu direito à tirania sobre os homens e oprimia com poder não usurpado aqueles que havia seduzido, fazendo-os passar voluntariamente da obediência aos mandamentos de Deus para a submissão à sua vontade. Era portanto justo que só perdesse seu domínio original sobre a humanidade sendo vencido no próprio terreno onde vencera” 4.

Como nenhum ser humano era livre do pecado e de Satanás foi então preciso que Deus preparasse uma mulher livre, para que Seu Filho fosse também isento da culpa original, e pudesse libertar Seus irmãos.

Assim, o Senhor antecipou para Maria, a escolhida entre todas, a graça da Redenção que seu Filho conquistaria com Sua Paixão e Morte. A Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi o primeiro fruto que Jesus conquistou com Sua morte. E Maria foi concebida no seio de sua mãe, Santa Ana, sem o pecado original.

Como disse o cardeal Suenens: “A santidade do Filho é causa da santificação antecipada da Mãe, como o sol ilumina o céu antes de ele mesmo aparecer no horizonte” 5.

O cardeal Bérulle explica assim: “Para tomar a terra digna de trazer e receber seu Deus, o Senhor fez nascer na terra uma pessoa rara e eminente que não tomou parte alguma no pecado do mundo e está dotada de todos os ornamentos e privilégios que o mundo jamais viu e jamais verá, nem na terra e nem no céu” (Tm, p. 307).

O Anjo Gabriel lhe disse na Anunciação: “Ave, cheia de graça…” (Lc 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu todo o mistério e dogma da Conceição Imaculada de Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é desde sempre toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, Imaculada. E assim Deus preparou a Mãe adequada para Seu Filho, concebido pelo Espírito Santo diretamente (Lc 1,35), sem a participação de um homem, o qual transmitiria ao Filho o pecado de origem. Além disso, não haveria na terra sêmen humano capaz de gerar o Filho de Deus.

Desde os primeiros séculos o Espírito Santo mostrou à Igreja essa verdade de fé. Já nos séculos VII e VIII apareceram alguns hinos e celebrações em vários conventos do Oriente em louvor à Imaculada Conceição.

Em 8 de dezembro de 1854 o Papa Pio IX declarava dogma de fé a doutrina que ensinava ter sido a Mãe de Deus concebida sem mancha por um especial privilégio divino.

Na Bula “Ineffabilis Deus”, o Papa diz: “Nós declaramos, decretamos e definimos que a doutrina segundo a qual, por uma graça e um especial privilégio de Deus Todo Poderoso e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original no primeiro instante de sua conceição, foi revelada por Deus e deve, por conseguinte, ser crida firmemente e constantemente por todos os fiéis” (Tm, p. 305).

É de notar que em 1476 a festa da Imaculada foi incluída no Calendário Romano. Em 1570, o papa Pio V publicou o novo Ofício e, em 1708, o papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade tornando-a obrigatória.

Neste seio virginal, diz S. Luiz, Deus preparou o “paraíso do novo Adão” (Tvd, n. 18).

Santo Afonso de Ligório, doutor da Igreja e ardoroso defensor de Maria, falecido em 1787, disse: “Maria tinha de ser medianeira de paz entre Deus e os homens. Logo, absolutamente não podia aparecer como pecadora e inimiga de Deus, mas só como Sua amiga, toda imaculada” (Gm, p. 209). E ainda: “Maria devia ser mulher forte, posta no mundo para vencer a Lúcifer, e portanto devia permanecer sempre livre de toda mácula e de toda a sujeição ao inimigo” (GM, p. 209).

S. Bernardino de Sena, falecido em 1444, diz a Maria: “Antes de toda criatura fostes, ó Senhora, destinada na mente de Deus para Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha” (GM, p. 210).

Diz o livro dos Provérbios: “A glória dos filhos são seus pais” (Pr 17,6); logo, é certo que Deus quis glorificar Seu Filho humanado também pelo nascimento de uma Mãe toda pura.

S. Tomas de Vilanova, falecido em 1555, chamado de São Bernardo espanhol, disse em sua teologia sobre Nossa Senhora: “Nenhuma graça foi concedida aos santos sem que Maria a possuísse desde o começo em sua plenitude” (Gm, p. 211).

S. João Damasceno, doutor da Igreja falecido em 749, afirma: “Há, porém, entre a Mãe de Deus e os servos de Deus uma infinita distância” (Gm, p. 211).

E pergunta S. Anselmo, bispo e doutor da Igreja falecido em 1109, e grande defensor da Imaculada Conceição: “Deus, que pode conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não teria podido concedê-la também a Maria?”

“A Virgem, a quem Deus resolveu dar Seu Filho Único, tinha de brilhar numa pureza que ofuscasse a de todos os anjos e de todos os homens e fosse a maior imaginável abaixo de Deus” (GM, p. 212).

É importante notar que S. Afonso de Ligório afirma: “O espírito mau buscou, sem dúvida, infeccionar a alma puríssima da Virgem, como infeccionado já havia com seu veneno a todo o gênero humano. Mas louvado seja Deus! O Senhor a previniu com tanta graça, que ficou livre de toda mancha do pecado. E dessa maneira pode a Senhora abater e confundir a soberba do inimigo” (GM p. 210).

Nenhum de nós pode escolher sua Mãe; Jesus o pode. Então pergunta S. Afonso: “Qual seria aquele que, podendo ter por Mãe uma rainha, a quisesse uma escrava? Por conseguinte, deve-se ter por certo que a escolheu tal qual convinha a um Deus” (GM, p. 213).

A carne de Jesus é a mesma carne de Maria e Seu sangue é o mesmo de Maria; logo, a honra do Filho de Deus exige uma Mãe Imaculada.

Quando Deus eleva alguém a uma alta dignidade, também o torna apto para exercê-la, ensina S. Tomás de Aquino. Portanto tendo eleito Maria para Sua Mãe, por Sua graça e tornou digna de ser livre de todo o pecado, mesmo venial, ensinava S. Tomás; caso contrário, a ignomínia da Mãe passaria para o Filho (GM, p. 215).

Nesta mesma linha afirmava S. Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja falecido em 430, já no século V:

“Nem se deve tocar na palavra “pecado” em se tratando de Maria; e isso por respeito Àquele de quem mereceu ser a Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça” (GM, p. 215).

Maria é aquilo que disse o salmista: “O Altíssimo santificou seu tabernáculo; Deus está no meio dele” (Sl 45,5); ou ainda: “A santidade convém à Vossa casa, Senhor” (Sl 42,6).

Pergunta S. Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja: “Que arquiteto, erguendo uma casa de moradia, consentiria que seu inimigo a possuísse inteiramente e habitasse?” (GM, p. 216). Assim Deus jamais permitiu que seu inimigo tocasse naquela em que Ele seria gerado homem.

S. Bernardino de Sena ensina que Jesus veio para salvar a todos, inclusive Maria. Contudo, há dois modos de remir: levantando o decaído ou preservando-o da queda. Este último modo Deus aplicou a Maria.

Se é pelo fruto que se conhece a árvore (Mt 7,16-20), então, como o Cordeiro foi sempre imaculado, sempre pura também foi Sua Mãe, é a conclusão dos santos.

Afirma S. Afonso: “Se conveio ao Pai preservar Maria do pecado, porque Lhe era Filha, e ao Filho porque Lhe era Mãe, está visto que o mesmo se há de dizer do Espírito Santo, de quem era a Virgem Esposa” (GM, p. 218).

“‘O Espírito Santo descerá sobre ti’ (Lc 1,35). Ela é portanto o templo do Senhor, o sacrário do Espírito Santo, porque por virtude dele se tornou Mãe do Verbo Encarnado”, afirmou S. Tomás (GM, p. 218).

Podendo o Espírito Santo criar Sua Esposa toda bela e pura, é claro que assim o fez. É dela que fala: “És toda formosa minha amiga, em ti não há mancha original” (Ct 4,7). Chama ainda Sua Esposa de “jardim fechado e fonte selada” (Ct 4,12), onde jamais os inimigos entraram para ofendê-la.

“Estão comigo um sem número de virgens, mas uma só é a minha pomba, minha imaculada” (Ct 6,8-9).

“Ave, cheia de graça!” Aos outros santos a graça é dada em parte, contudo a Maria foi dada em sua plenitude. Assim “a graça santificou não só a alma mas também a carne de Maria, a fim de que com ela revestisse depois o Verbo Eterno”, afirma S. Tomás (GM, p. 220).

É interessante notar que 104 anos antes de o Papa Pio IX proclamar o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria, Santo Afonso já escrevera seu famoso livro As glórias de Maria, em 1750, no qual defendia com excelência o dogma, firmado no unânime testemunho dos Santos Padres.

O dogma da Imaculada Conceição de Maria é um marco fundamental da fé porque, entre outras coisas, define claramente a realidade do pecado original, às vezes contestado por alguns teólogos modernos, em discordância com o Magistério da Igreja.

Foi o mesmo Papa Pio IX que, juntamente com o Concilio Vaticano I, realizado em 1870, proclamou o dogma da infalibilidade papal, questionado por muitos na época.

Enquanto os padres conciliares discutiam a conveniência da definição, levantaram-se em todo o mundo, principalmente na Alemanha e França, muitas críticas contrárias. Os jornais e as revistas enchiam suas páginas com os mais grosseiros ataques contra o Papa e os Bispos.

Muito preocupado, o Cardeal Antonielli, Secretário de Estado reuniu um grupo de Cardeais e foi com eles à presença do Papa Pio IX, suplicando-lhe que adiasse a definição dogmática da infalibilidade papal para o bem da Igreja.

Pio IX ouviu com calma a exposição do cardeal, e em tom decidido, iluminado pelo Espírito Santo e guiado por Maria, respondeu: “Comigo está a Imaculada. Eu vou adiante”.

E o Concilio Vaticano I definiu o dogma da infalibilidade papal.

Que bela expressão que cada um de nós pode repetir nas horas da luta: “Comigo está a Imaculada…”

O Catecismo da Igreja Católica afirma com toda a certeza: “Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe de Seu Filho. ‘Cheia de graça’, ela é o fruto mais excelente da Redenção desde o primeiro instante de sua concepção; foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de sua vida” (n. 508).

Além de todas as razões acima apresentadas que nos dão a certeza da Imaculada Conceição, a própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Foi quando em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu Nome a Santa Bernadette, mas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A partir daí, o padre Peyramale, que era o Cura de Lourdes, passou a acreditar nas aparições de Maria à pobre Bernadette, e com ele toda a Igreja .

Em 27 de novembro de 1830, Nossa Senhora apareceu a S. Catarina Labouré, na Capela das filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, e lhe pediu para mandar cunhar e propagar a devoção à chamada “Medalha Milagrosa”, precisamente com esta inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Quantas graças essa devoção tem espalhado pelo mundo!

Maria, por sua Imaculada Conceição, foi o marco inicial de nossa salvação, e será sempre aquela que nos levará à fonte da mesma salvação, Jesus Cristo, o esplendor da Verdade.

Hoje, mais do que antes, é preciso fazer-lhe muitas vezes aquela famosa oração que os cristãos do Egito já lhe dirigiam no século III: “Debaixo de vossa proteção nos refugiamos, ó Santa Mãe de Deus. Não desprezeis nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita. Maria, Imaculada, rogai por nós”.

Escutemos o que nos diz São Bernardo (1090-1153), abade e doutor da Igreja, o poeta apaixonado de Maria, em seu famoso “Sermão sobre o Missus est”: “Ó tu, quem quer que sejas, que nas correntezas deste mundo te apercebas: antes ser arrastado entre procelas e tempestades do que andando sobre a terra, desviares os olhos desta Estrela, se não queres afogar-te nessas águas.

Se levantam os ventos das tentações, se cais nos escolhos dos grandes sofrimentos, olha a Estrela, invoca Maria.

Se as iras, ou avareza, ou os prazeres carnais se abaterem sobre tua barca, olha para Maria.

Se, perturbado pelas barbaridades de teus crimes, se amedrontado pelo horror do julgamento, começas a ser sorvido em abismos de tristeza e desespero, pensa em Maria.

Nos perigos, nas angústias, nas dúvidas, pensa em Maria, invoca Maria. Que ela não se afaste de teus lábios, não se afaste de teu coração.

E, para que possas pedir o auxílio de sua oração, não esqueças o exemplo de sua vida. Seguindo-a, não te desviarás; suplicando-lhe, não desesperarás; pensando nela, não errarás. Se ela te segurar, não cairás; se te proteger, não terás medo; se ela te conduzir, não te fatigarás; se estiver do teu lado, chegarás ao fim. E assim experimentarás em ti mesmo quanto é verdade aquilo que foi dito: ‘E o nome da Virgem era Maria” .

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Advento: Aplanai os caminhos do Senhor

Não é suficiente reconhecer a urgência de aplainar os caminhos. É preciso disposição ao assumir propósitos que norteiem e reeduquem para o sentido de justiça e paz.

O tempo do Advento, sábio e indispensável período de preparação, enriquece a celebração do Natal, livrando-a das superficialidades. Importante oportunidade para o aprimoramento humano e espiritual, faz ecoar este convite irrecusável: “Aplainai os caminhos!”. A competência educativa e o conhecimento refinado de política fazem do profeta Isaías porta-voz de uma indicação preciosa para orientar os passos na superação dos mais difíceis desafios. Uma preciosidade que reluz quando se consideram os cenários da sociedade contemporânea. O convite para aplainar os caminhos é o remédio e a indispensável reação às inúmeras crateras que se abrem na vida do povo, como consequência do absurdo comprometimento do bem comum e das lamentáveis negociações da justiça.

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Há rombos nas instituições, nas empresas, nas igrejas, nas famílias, nas organizações, na política e também no fundo do coração das pessoas. Esse mapa complexo revela tantas marcas nesses corações, que impedem o traçado de um equilibrado percurso. A construção cotidiana da vida fica sempre aquém das metas mínimas necessárias para a construção da paz, do grande bem que só se alcança quando a cidadania e a vivência da fé são assumidas como compromissos prioritários. E na contramão do grande sonho de se concretizar um projeto humanitário de paz, as estatísticas revelam aumento da violência, situando a sociedade brasileira entre as que vivem em pé de guerra, com incidências de mortes até mais elevadas.

O convite feito por Isaías – “Aplainai os caminhos!”– chega mais próximo de todos na voz clamante do deserto, pela figura inigualável de João Batista, na inauguração do tempo do Novo Testamento, quando o profeta anuncia a chegada de Jesus Cristo, o Príncipe da Paz, Senhor e Salvador.

Assim, este tempo precisa ser entendido como campanha para capacitar todos na missão de “construtores” desta paz desafiada não só pelos quadros de violências fatais e absurdas, como também pela busca desarvorada e mesquinha pelo dinheiro. Conduta que envenena as relações pessoais e cidadãs com a corrupção, que envergonha a nação como, lamentavelmente, desenha-se e emoldura-se o horizonte da sociedade brasileira.

Contudo, não é suficiente reconhecer a urgência de aplainar os caminhos. É preciso disposição ao assumir propósitos que norteiem e reeduquem para o sentido de justiça e paz. Proposta de vida que se constrói a partir de princípios amplamente conhecidos, mas cada vez menos vividos e que, de modo pedagógico, como fez nosso Deus, não nos custa recordar. Não é demais pautar um decálogo, não como ordem, mas um convite ao trabalho na urgente tarefa de restabelecer a paz entre nós:

1. Respeitar, pelo princípio da igualdade, incondicionalmente, cada pessoa;
2. Preservar o ambiente para superação de danos à convivência humana;
3. Lutar pelo respeito dos Direitos Humanos;
4. Investir para que cada família seja comunidade de paz;
5. Trabalhar e solidariamente repartir, para que a ninguém falte o necessário;
6. Desmantelar os esquemas geradores de conflitos, desde os desarmamentos até os litígios pessoais que comprometem o coração da paz que cada pessoa deve ter;
7. Perdoar sempre, porque não há justiça sem perdão nem paz sem amor;
8. Professar e testemunhar a fé como compromisso de fomentar a solidariedade fraterna;
9. Gostar da verdade e por ela reger diálogos e relacionamentos para ser obreiro da paz;
10. Preservar a criação pelo tratamento civilizado dos seus bens, direito de todos.

E faço aqui outro convite, desta vez, à reflexão: Você escreveria um decálogo diferente? E qual seria a sua proposta? Indispensável é assumir propósitos que possam nos levar ao amor e à paz, a uma experiência verdadeira de Natal, atendendo ao pertinente convite deste tempo: “Aplanai os caminhos!”.

(Fonte)

domingo, 29 de novembro de 2015

Tempo do Advento

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Novo ano litúrgico

No próximo dia 27 de novembro, a Igreja inicia o novo Ano Litúrgico com a celebração do 1º Domingo do Advento. Diferentemente do ano civil, com o Tempo do Advento, a Liturgia da Igreja inicia um novo ciclo para as leituras bíblicas dominicais, do ano B, no conjunto, marcadas pelo evangelista Marcos.

Se o ano A, em certo sentido, o ano eclesiológico (pela presença da teologia mateana da Igreja como verdadeiro Israel), podemos dizer que o ano B é, principalmente, cristológico, pois é caracterizado pela meditação de Marcos sobre o caráter messiânico de Jesus e do Reino que ele inaugura, ainda que de modo inesperado e não manifesto. Marcos é também chamado o evangelho querigmático, porque nele transparece claramente a estrutura do querigma ou anúncio da atuação, morte e ressurreição do Cristo, como era proclamado no início da pregação cristã.

Tempo de Advento no Ano B

O Advento do ano B parece caracterizado sobretudo pela idéia do encontro com Deus, a realização da promessa de sua irrestrita presença junto a nós. O primeiro domingo sugere uma atitude de preparação geral para o encontro com o Senhor, no fim dos tempos, no “último dia”. Isso, porém, nada tem de trágico. Pelo contrário, a liturgia transborda de confiante esperança: “Se rasgasses os céus!” A vinda do Juiz e Senhor da História não é, para os cristãos, a destruição da História, mas seu arremate. Os cristãos estão vigiando para, por sua dedicação aqui e agora, participarem do Reino transcendente.
O segundo passo do encontro é a conversão, ou seja, a transformação da vida, com vistas ao grande encontro final. A liturgia evoca aqui a pregação escatológica do Batista e as imagens isaianas da terraplanagem do caminho para o Deus libertador. No 3º domingo já ressoa a alegria por causa da presença de Deus, testemunhada pelo Batista e pelo arauto de Is 61, que anuncia a boa-nova aos pobres. No 4º domingo – o domingo de Maria – são confrontados o “sim” de Deus (promessa) e o “sim” da pessoa humana (Maria, “fiat”). Realiza-se a promessa do Messias da linhagem de Davi, graças à disponibilidade da Serva.

(1) Konins, J., Liturgia Dominical, Vozes, Petrópolis, 2004, p.33.
(2) Idem.

(Fonte)

sábado, 28 de novembro de 2015

ELO COMUNITÁRIO - Dezembro de 2015

Confira a edição do mês de dezembro, com a programação das atividades da Paróquia Rede de Comunidades São José.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

HORÁRIO

A nossa Paróquia Rede de Comunidades São José está em oração e solidária com os familiares da Gatti.
Informamos que Imgart (Gatti) está sendo velada na Capela Carvalho - Rua Nestor de Moura Jardim, 405 P. 79, de Gravataí. A cerimônia religiosa será às 18h. Seu corpo será cremado posteriormente.

LUTO

Com pesar comunicamos o falecimento da Imgart (Gatti) ocorrido ontem à noite. Pessoa querida e atuante em nossa comunidade e integrante por vários anos do nosso jornal paroquial Elo Comunitário. Solidariedade em nome de toda a nossa paróquia aos seus familiares. Informaremos, agora pela manhã, o local do velório e o horário da encomendação. 
COMUNICAMOS também que não haverá expediente hoje pela tarde na Secretaria Paroquial e no Cantinho Solidário.
"E é morrendo que se vive para a vida eterna" (S. Francisco)

sábado, 31 de outubro de 2015

ELO COMUNITÁRIO - Novembro de 2015

Confira a edição do mês de novembro, com a programação das atividades da Paróquia Rede de Comunidades São José.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Nota de Falecimento

1ª Reunião PASCOM - 23.06.2012Com profundo pesar comunicamos o falecimento de Cléber Maciel, esposo da Margarida e membro da comunidade Nª Sra. Imaculada Conceição. Seu velório acontecerá no Cemitério Memorial da Colina e a encomendação está prevista para as 14h30min do dia 07/10/2015.

“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou…” (Ap 21,4)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

IRMÃ MORTE


Informo que faleceu o pai da nossa ministra Marta, da Comunidade São Miguel. O corpo está sendo velado no Cemitério Memorial da Colina e o horário da celebração das exéquias está marcado para às 16h30min, seguido do seu sepultamento. Nossa solidariedade para a família enlutada!

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

CONVITE - JUBILEU


ESPÍRITO JOVEM

O Grupo Espírito Jovem, grupo da Terceira Idade da Comunidade Santa Rita, comemorou no dia 29 de setembro deste ano 16 anos de fundação. O momento foi celebrado com uma excursão ao Seminário São José, de Gravataí, no dia 30, ontem, momento de passeio, integração, celebração da eucaristia e muita alegria. A coordenação do Grupo está ao encargo da Sra. Irma e conta hoje com aproximadamente 30 participantes. Parabéns!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

SETEMBRO: Mês da Bíblia.

Estamos concluindo o mês de setembro. Com esta publicação termina o texto do Padre Maurício Jardim sobre a leitura fundamentalista da bíblia e leitura orante. Boa leitura!
A leitura fundamentalista ignora todas essas reflexões que são fruto sério do trabalho dos especialistas fiéis a Igreja. Você já encontrou alguém fundamentalista em seu caminho? Pessoas que vivem brigando com as ciências, só admite seu próprio jeito de entender o texto. Quem não concordar é considerado inimigo da Palavra de Deus, pessoa sem fé.
Ex.: A Bíblia diz que o mundo foi feito em seis dias....e os cientistas dizem que levou milhões de anos para se formar. Essa gente não respeita nem Deus.
Qual é o problema? A Bíblia não é Palavra de Deus! Ela contém Palavra de Deus. Eis a diferença fundamental. Só se chega à Palavra de Deus por uma ação clara do Espírito Santo. É preciso, por isso, invocar o Espírito Santo e deixar que ele nos ajude a reconhecer Palavra de Deus, através do texto da Bíblia. Claro, também é necessário estudo e algumas chaves de leitura do texto.
A interpretação garantida como mais próxima do sentido que foi dado é a da Igreja, isto é, do Povo de Deus. A interpretação privada ainda hoje é bastante usada pelos católicos. Mas é uma interpretação que não tem garantia de autenticidade.
Mas o método da Leitura Orante, tão abundantemente recomendada pelos Papas e Bispos, vai nos ajudar a reconhecer a necessidade da ciência no conhecimento da bíblia. Isto não significa que todos precisamos ser especialistas da Bíblia. Precisamos ser sim familiares da bíblia. E isto é possível com a freqüência com que visitamos a bíblia.    
Pelo que se pode ver, a Igreja nos convida a usar sempre bem o pensamento e a inteligência, como necessários a uma fé autêntica. Desistir de usar a inteligência é não dar possibilidade de a fé crescer. Pessoalmente penso que não usar a inteligência dada por Deus é extinguir o Espírito (cf. 1Ts 5,19).Ora, quem mata o Espírito, mata também a Igreja.
Muitos de nós católicos também somos fundamentalistas. Não vamos jogar pedra no telhado vizinho pois o nosso é de vidro! Há entre nós católicos pessoas que consideram os onze primeiros capítulos do livro do Gênesis como históricos quando de fato já foi mostrado que não são. Considerar como históricos relatos dos filhos do suposto primeiro casal da humanidade é erro literário e não toma em consideração a ciência literária. É sinal de ignorância!

Imaginem um fundamentalista lendo este texto: “Após tomar a cidade por vontade de Deus, fizeram indescritível matança. Um lago vizinho, com mais de quatrocentos metros de largura, parecia cheio de sangue que havia escorrido” (2Mc12,16). 

TRÍDUOS NA COMUNIDADE SÃO FRANCISCO

Iniciam hoje, dia 30 de setembro, os tríduos em preparação para a festa da Comunidade São Francisco de Assis. Nesta quarta o tema é: uma comunidade que serve e a liturgia com as Comunidades Santa Rita e Imaculada Conceição. Quem presidirá a missa será o Frei Marino. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

LAUDATO SI

Já estamos iniciando o Capítulo III que tem por tema A raiz humana da crise ecológica. Segue a síntese do documento que está no site da diocese de Lorena/SP
Neste capítulo, o Papa analisa e critica o “paradigma tecnocrático dominante e o lugar que ocupa nele o ser humano e sua ação no mundo” (n. 101).
A tecnologia, “bem orientada, pode produzir coisas realmente valiosas para melhorar a qualidade de vida do ser humano” (103). Assim fez e faz.
É um poder tremendo; “nas mãos de quem e a serviço de quem está tanto poder?
O crescimento tecnológico não foi acompanhado por um desenvolvimento humano integral e cuidado com a criação.


O Papa aponta para o “problema fundamental”: “o modo como realmente a humanidade assumiu a tecnologia e o seu desenvolvimento juntamente com um paradigma homogêneo e unidimensional”: a outra criatura é para ser possuída, dominada e transformada ao gosto do poder (n. 106). “É  mentira a disponibilidade infinita dos bens do planeta” (ibid.). O planeta está sendo ‘espremido’.

REDE CELEBRA NA SÃO FRANCISCO

Hoje, dia 29 de setembro, festa dos Arcanjos Miguel, Rafael e Gabriel, a nossa Paróquia Rede São José estará participando dos festejos da Paróquia São Francisco, de Porto Alegre. O tema é São Francisco: Irmão de toda a criatura. Lembramos para as pessoas interessadas que o ônibus sairá às 17h da Comunidade Santa Rita, passando pela Perpétuo Socorro e São Miguel e de lá rumando até a Paróquia São Francisco onde, às 19h, celebraremos eucaristia. Com votos de Paz e Bem!

sábado, 26 de setembro de 2015

ELO COMUNITÁRIO - Outubro 2015

Confira a edição do mês de outubro, com a programação das atividades da Paróquia Rede de Comunidades São José.

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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

CHÁ DA IMACULDA


Neste sábado, 26 de setembro, 16h, acontece o chá da Primavera da Comunidade Nossa Senhora da Imaculada Conceição. O valor do convite é de R$ 10,00. O evento acontece na sede da comunidade que fica na rua Alfeu Letti esquina com Danilo Zaffari.

SÃO MIGUEL COM SOL

Continuam hoje as celebrações de preparação para a festa de São Miguel. O tema desta noite é uma comunidade que reza e o pregador será o Padre Luiz de Barros, vigário paroquial da Paróquia N. Sra dos Anjos. As comunidades que coordenarão a liturgia Santa Clara e Perpétuo Socorro.
Continuemos nossa prece para que as previsões
dos especialistas em tempo se confirmem.... FESTA DE SÃO MIGUEL COM SOL!!!

FESTA DE SÃO FRANCISCO

A comunidade São Francisco, bairro Tom Jobim, celebrará na próxima semana o seu padroeiro. Os tríduos iniciam na quarta-feira, dia 30 de setembro e a festa foi remarcada para o dia 08 de novembro. Eis a PROGRAMAÇÃO:
Quarta-feira - 30/09 - 20h - Primeira noite do Tríduo com Frei Marino
Quinta-feira - 01/10 - 20h - Segunda noite do Tríduo com Frei Luís Fernando
Sexta-feira - 02/10 - 20h - Terceira noite do Tríduo com Padre Heitor Morschel 
Domingo - 04/10 - 10h - Missa do Padroeiro
Domingo - 08/11 - 12h - Almoço Festivo

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

LEITURA FUNDAMENTALISTA

Continuamos a public
ar o texto de reflexão do Padre Maurício Jardim sobre a Leitura Fundamentalista.

O documento “A interpretação da Bíblia na Igreja” da Pontifícia Comissão Bíblica, aponta falhas graves da leitura fundamentalista.
·         O documento explica que interpretação literal, na leitura fundamentalista, é interpretação primária, literalista, isto é, excluindo todo esforço de compreensão da Bíblia que leve em conta seu crescimento histórico e seu desenvolvimento.
·         Recusar a história, a influência da cultura da época na formação do texto, não acolhe o método da Encarnação, escolhido pelo próprio Deus. Ele se comunica conosco através do humano, se revela através dos fatos e acontecimentos da vida.
·         “A leitura fundamentalista parte do princípio de que a Bíblia, sendo Palavra de Deus inspirada e isenta de erro, deve ser lida e interpretada literalmente em todos os seus detalhes”. Contudo, A bíblia não é um livro de história, geografia ou astronomia.
·         Considera como histórico o que de fato não é. “O fundamentalismo muitas vezes torna histórico aquilo que não tinha a pretensão de historicidade, pois ele considera como histórico tudo aquilo que é reportado ou contado com os verbos em, um tempo passado, sem a necessária atenção à possibilidade de um sentido simbólico ou figurativo” ( p. 84).  Na leitura do texto bíblico o mais importante não saber se de fato aconteceu, mas sim perceber o que Deus quer nos comunicar. Está nos salvando e libertando de qual situação.
·         Não saber ler o que há de simbólico e figurativo. O simbólico é a melhor maneira de falar de coisas que não cabem na nossa linguagem comum. Por isso a Bíblia se utiliza do recurso de parábolas e de linguagem figura. Por isso, quem lê ao pé da letra perde a riqueza da mensagem e pode chegar a conclusões absurdas. Nós, pudemos acompanhar a “evolução” do vocábulo ´jóia´. Do significado de alguma matéria preciosa passou a significar experiência ou sentimento relevante. Para nós que vivemos esta evolução não há problema de compreensão. Mas para quem não sabe da evolução do vocábulo vai sempre interpretar ´jóia´ no sentido de alguma matéria preciosa. Correrá o risco de não entender quando o autor de uma frase apresenta o significado simbólico do vocábulo.
·         Impede o diálogo entre ciência e fé. Muitos problemas são criados por interpretação errada da bíblia.
·         “O fundamentalismo tem igualmente tendência a uma grande estreiteza de visão, pois ele considera conforme à realidade uma antiga cosmologia já ultrapassada ... Ele se apóia sobre uma leitura não-crítica de certos textos da Bíblia para confirmar idéias políticas e atitudes sociais marcadas por preconceitos, racistas, por exemplo, simplesmente contrários ao Evangelho cristão” (p 85).
·         “O fundamentalismo convida, sem dizê-lo, a uma forma de suicídio do pensamento. Ele coloca na vida uma falsa certeza, pois ele confunde inconscientemente as limitações humanas da mensagem bíblica com a substância divina dessa mensagem” (idem p 86).

·         “A inerrância da Palavra de Deus e as outras verdades bíblicas ... está enraizada em uma ideologia que não é bíblica, apesar do que dizem seus representantes” (p 83). O vocábulo inerrância encerra a ideia de não existência de erro na Bíblia. Mas isto não é defensável, pois a Bíblia contem muitos erros. São erros de nível histórico, de nível geográfico, de nível lingüístico, de nível psicológico, de nível cosmológico e assim por diante. Veremos algumas afirmações da leitura fundamentalista que mostram sua ideologia.

HOJE TEM TRÍDUO NA SÃO MIGUEL


Inicia hoje, dia 23 de setembro, às 20h, na Comunidade São Miguel - MVII, os tríduos em preparação para a festa do padroeiro. O tema é UMA COMUNIDADE QUE SERVE. A liturgia está sob responsabilidade das comunidades São Francisco e Imaculada Conceição e a presidência da missa está a encargo do Frei Cláudio Lottermann. Convidamos todos para participar!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

LAUDATO SI

Depois de uma semana sem as publicações sobre a Encíclica Laudato Si estamos retomando. Segue a conclusão do conteúdo do capítulo II. O texto completo está no site da diocese de Lorena SP
15. Tudo é criação e não natureza. Tudo merece reverência, e não tanto análise e domínio-submissão.
“Todo o universo material é uma linguagem do amor de Deus, do seu carinho sem medida por nós. O solo, a água, as montanhas: tudo é carícia de Deus” (n. 84).
16. “Quando nos damos conta do reflexo de Deus em tudo o que existe, o coração experimenta o desejo de adorar o Senhor por todas as suas criaturas e juntamente com elas, como se vê neste gracioso cântico de São Francisco de Assis: n° 87.
Somos criados pelo mesmo Pai, formamos uma espécie de família universal, uma comunhão sublime que nos impele a um respeito sagrado, amoroso e humilde” (n. 89). “Os bispos do Brasil sublinharam que toda a natureza, além de manifestar Deus, é lugar da sua presença. Em cada criatura, habita o seu Espírito vivificante, que nos chama a um relacionamento com Ele” (88).
Fala de antropologia ecológica: Devem causar indignação e perplexidade as enormes desigualdades que existem entre nós: por que continuamos a tolerar que alguns se considerem mais dignos do que outros (n° 90). Deus criou o mundo para todos, sem excluir e nem privilegiar ninguém (SJPII).
Os direitos fundamentais dos mais desfavorecidos” (n° 93) sejam garantidos.


Por que o rico vale mais que o pobre

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

CANCELAMENTO

Comunicamos o cancelamento do evento de inauguração da reforma do Centro de Pastoral programada para a noite de hoje. Iremos, posteriormente, divulgar a nova data.
CONVITE
A Paróquia Rede de Comunidades São José  convida para missa crioula e momento de BÊNÇÃO DA REFORMA DO CENTRO DE PASTORAL no dia 16 de setembro de 2015. O evento acontecerá na Rua Antônio Ficagna 419 – Morada do Vale I – Gravataí - RS
PROGRAMAÇÃO
20h -  Missa Crioula – Comunidade Santa Rita
Após momento de bênção do Centro de Pastoral e confraternização

VENHA SER REDE CONOSCO!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Algumas "dicas" para o uso da Bíblia na catequese (III)

ADOLESCÊNCIA: pelos 12-15 anos:

a) Características: são visíveis a insegurança, a instabilidade e a aguda emotividade; retirada ao próprio mundo interior - com o sofrimento que esta solidão traz; sensação de não ser compreendido e de sequer ser capaz de compreender; tempo de afirmação da própria personalidade; é contra todo autoritarismo; desconfia do adulto - mas precisa dele; idade de interesse pelo sexo e do amor; das cartas pessoais e dos diários íntimos(meninas); dos conflitos na família; de preocupação pelo futuro (vocação).

b) Quanto à Bíblia: atenção especial ao aspecto afetivo, emotivo. Há muita identificação com personagens que se impõem por seu humanismo. Especial atenção despertam os profetas, por sua crítica às situações de injustiça ou de incoerência. São importantes os textos que encaram o misterioso da vida e seu sentido mais profundo; os que orientam a busca desse sentido, inclusive do ponto de vista da vocação (Mt 5,7).

Será interessante tomar, agora, unidades maiores: parábolas, pequenos livros como Jonas, Judite, Amós.

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FINAL DA ADOLESCÊNCIA: pelos 15-19 anos:

a) Características: há especial interesse pela experiência dos outros e com os outros: a consciência crítica faz com que se posicione diante dos males e das contradições do mundo.

b) Quanto à Bíblia: tempo de tomar textos mais difíceis, profundos. Pode-se abordar qualquer texto Bíblico. Será bom proporcionar uma visão de conjunto da Bíblia, colocando os problemas com que a Bíblia nos quer confrontar.

c) Sugestão de textos:

            -Gn 1-11 visto como reflexão sobre o nosso hoje( o homem no mundo; problemas de relacionamento, pecado e salvação).

            -Narrativas da infância de Jesus.

            -Narrativas de milagres.

            -Jó, Eclesiastes, Evangelho de Marcos, Cartas de Paulo(1 Cor).

            Vale a pena chamar a atenção também para a Linguagem da Bíblia. Descobrir a linguagem como parte de um conjunto, como sintoma de uma situação e, ao mesmo tempo, instrumento, seja de opressão ou de libertação.

ALGUNS CUIDADOS:

            -Não usar a Bíblia só por curiosidade, passatempo piedoso, sem entrar na dinâmica do povo que a escreveu e na da nossa comunidade.

            -Não se usa a Bíblia para domesticar crianças e adultos em nome de Deus. A obediência a fé é outra coisa.

            -Cada frase da Bíblia está dentro de um contexto. Não deve-se usar frases pescadas cá e acolá e isolados do seu contexto para impor uma ideia, um pensamento.

            -Na Bíblia o único herói é Deus. Cuidado para não elevar certos personagens à dimensão de super homens, sem defeitos.

            -O único jeito de ler a Bíblia que a Igreja condena é a leitura fundamentalista, que lê tudo ao pé da letra; se aparece algo estranho, invoca-se o poder de Deus, e pronto.

Equipe do Catequese Hoje

(Fonte)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Algumas "dicas" para o uso da Bíblia na catequese (II)

INFÂNCIA: pelos 7-8 anos:

a) Características da idade: fase marcante no desenvolvimento humano; ainda muito concentrada no seu “eu”; sente enorme necessidade de estima, de amor; aberta à contemplação, à admiração; gosta de ouvir o silêncio; aprecia símbolos, a expressão corporal, os bichos, tudo o que é vida; gosta de saber fazer as coisas, de rir e brincar, de aprender e decorar.

b) Quanto à imagem de Deus: prevalece a imagem do Deus grande, forte, que tudo sabe e pode, justo, santo, bom: do Deus da criação e dos milagres.

c) Quanto à Bíblia: A criança está na fase de alfabetização: boa ocasião para apresentar-lhe a Bíblia como livro bonito, importante, que os homens apreciam mais que qualquer outro. Pode-se contar como é que ela apareceu na vida do povo, como ela continua sendo importante para as pessoas aprenderem a resolver seus problemas. Usar cartazes, desenhos, expressão corporal. Deixe que as crianças vejam, toquem, perguntem, dêem palpite, façam.

Conte histórias de enredo curto, mantendo a tensão até o fim, narrativas simples, distinguindo claramente entre o bem e o mal. Evitar preconceitos a respeito de pessoas e tipos. O sofrimento e o mal, podem e devem ser abordados, mas de modo a inspirar confiança; a história terminará com a vitória do bem.

Cuidado com os aspectos chocantes da mentalidade infantil: histórias como a de Herodes(matança de bebês), de Caim(que mata o irmão), os pormenores da paixão de Jesus e outros textos semelhantes, são traumatizantes nesta idade. Enfim, narrativas bíblicas que impressionam negativamente a criança e amedrontam podem provocar antipatia pela Bíblia durante longos anos.

bibliacrianas

d) Sugestão de texto

-histórias de Abraão, Zaqueu, principalmente falemos de Jesus, amigo dos pobres e pequenos; de suas atitudes; de sua oração, de seus amigos.

-textos contemplativos: frases dos salmos e dos Evangelhos que exprimem alegria, louvor, agradecimento, confiança. Um salmo inteiro será cansativo demais, por isso, devemos escolher as frases mais falantes.

-textos sapienciais: dois excelentes repertórios são o Livro dos Provérbios e o Eclesiástico (não confundir com Eclesiastes que é muito pesado para essa idade).

FINAL DA INFÂNCIA: pelos 9-10 anos:

a) características: viva, ativa; interessa por aventuras, viagens, ação; gosta de ler, de estudar, de aprender; está mais socializada, o que lha dá mais segurança; quer saber os porquês - se o fato aconteceu mesmo; quer coisas concretas (não está mais ligado à linguagem poética, lendas e fábulas).

b) Quanto à Bíblia: tempo favorável para boas informações sobre o livro: como foi escrito, quando, por quem, para que, diversidade dos escritos; informações sobre o povo, a terra, os costumes; tempo de familiarizar-se com nomes e lugares da Bíblia; tempo de manusear a Bíblia: saber encontrar livro, capítulo e versículo; agora, mais que o desenho, serão apreciadas a montagem e a colagem de figuras; a expressão corporal será substituída pela encenação - não mera repetição do texto, mas a sua atualização.

c) Sugestão de textos: deverão ser concretos, movimentados. Boa ocasião para aprofundar a vida adulta de Jesus. Nos Atos encontraremos bons textos sobre comunidades primitivas.

Fala-se de Deus criador, da sua grandeza, conforme a Bíblia nos fala, mas sem usar a linguagem simbólica própria do Gênesis 1 e 2. Esses textos são difíceis para essa idade. Eles exigem uma boa formação do catequista também. Mas, são textos para serem usados com os jovens e não com crianças. Por enquanto, fala-se de Deus criador sem usar esses textos.

Os relatos de milagres e as parábolas de Jesus, ao contrário do que em geral se pensa, não são os mais indicados. A criança pode ficar com uma imagem deturpada de Jesus, como se ele fosse um mágico, parecido com os dos desenhos da televisão. Os livros de catequese mais atualizados não usam essas narrativas.

PRÉ-ADOLESCÊNCIA: pelos 11-12 anos:

a) Características: mundo infantil começa a desmoronar-se: questiona tudo; surge a consciência das próprias limitações; há uma nova volta para o próprio “eu”; é a época dos grupos solidários; da imitação dos adultos. Devido a uma série de fatores, principalmente os meios de comunicação social, está fase tem começado antes dos 11 anos.

b) Textos bíblicos: numa linha mais refletida, tomem-se as figuras de Jesus, Jeremias. Ainda não é tempo para anjos e demônios, lendas e insistência em milagres para não reforçar a mentalidade mágica, própria da idade.

(Continua…)

Equipe do Catequese Hoje

(Fonte)

domingo, 13 de setembro de 2015

Algumas "dicas" para o uso da Bíblia na catequese (I)

1. DICAS DE INÍCIO - sobre o uso da Bíblia na catequese é importante saber:

a) Respeitar a interação vida-Bíblia. Que também a criança, o adolescente, aprenda a ler a Bíblia a partir da vida e em função dela. Trabalhar com a Bíblia sem ligá-la com a vida é como querer utilizar um aparelho elétrico desligado da eletricidade: não funciona! A Bíblia brotou da vida de um povo e para que seja captada em seu verdadeiro sentido tem de estar ligada à vida do grupo que a lê, reflete e reza a partir dela.

O catequista precisa ter uma boa formação Bíblica para não fazer uma leitura fundamentalista, ou seja, ler tudo ao pé da letra. Como vimos nos encontros anteriores é preciso descobrir o que o texto está dizendo, que linguagem o autor utilizou para dar seu recado.

b) Não dizer hoje o que teremos de desdizer amanhã. Quando o catequista não sabe responder o que a criança perguntou, é bom dizer que não sabe e que dará a resposta depois.

c) Sempre que possível, não só falar da Bíblia, mas dar-lhe a palavra.

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2. ESCOLHA DOS TEXTOS BÍBLICOS

Não vamos nos deter a elencar um monte de critérios, achamos mais interessante, neste momento, nos prendermos a um critério básico, que iluminará todos os demais: é a questão da gradualidade. Vejamos:

"Uma certa manhã um fazendeiro montou a cavalo e foi inspecionar suas roças. Chegando lá viu os pés de milho todos muito bonitos, mas ainda muito pequenos. De repente, pôs-se a gritar com os colonos: “Como é que vocês não fazem nada para ajudar meu milho a crescer mais depressa?”. Apeou e , com as duas mãos, começou a puxar e espichar os pezinhos de milho, um por um. De noite, voltou para casa. Estava exausto! Mas comentava: “O dia foi puxado, mas valeu: ajudei o nosso milho a crescer”. No dia seguinte o milharal estava todo ressequido. Morto.

Com as pessoas humanas acontece a mesma coisa. Tudo se dá no tempo certo. E este crescimento às vezes é lento. O catequista deve saber respeitar este ritmo, dar tempo ao tempo.

Quando formos trabalhar com um texto bíblico na catequese devemos estar atentos:

1º - ao linguajar do texto:  ver se tem palavras difíceis que precisam ser substituídas.

2º - à experiência de vida do catequizando: entrar em sintonia com a situação que estão vivendo no momento( dor, alegria, luto, festa, esperança, temor...); procurar conhecer o catequizando, o que pensa, vive, sente... A criança evolui, passa de uma mentalidade mágica para outra cada vez mais concreta, crítica, feita de curiosidade e indagação. A leitura Bíblica também terá que evoluir.

3º - à sua maturidade na fé: é importante não esquecer que a criança, o adolescente, o jovem, estão num processo de iniciação a vida de fé. É preciso ir devagar, não podemos usar textos que ainda não estão à altura dos catequizandos, que são difíceis demais.

4º - às prioridades: “Tudo é bom, mas nem tudo é bom para todos aqui e agora”. 

Como fazer uma catequese Bíblica?

Vamos tratar sobre como transmitir a mensagem da Bíblia.

1. Ter bem clara a mensagem que queremos transmitir, a atitude evangélica que queremos despertar. 

2. Levar em conta o perfil do catequizando: se é criança, jovem ou adulto, qual sua situação de vida, sua cultura, suas experiências. Cada grupo é diferente, como também cada catequizando tem suas próprias experiências. Devemos estar atentos e saber escutar o que eles nos dizem a respeito da sua própria realidade.

3. Procurar os meios, as técnicas que podem proporcionar uma melhor assimilação da mensagem.

4. Não pode faltar o aspecto da vivência concreta que resulta da reflexão feita em grupo.

Algumas notas pedagógicas

Os pequenos

Para os pequenos trata-se mais de uma formação bíblica remota. É importante que a criança se sinta segura com Deus, sinta sua presença amorosa.

É importante experimentar o silêncio, a admiração já tão natural para ela. A criança, facilmente, chega a admirar e escutar Deus, quando há alguém que a toma pela mão. Gosta de rezar pequenos trechos dos salmos com expressão corporal e gestos.

Podemos fazê-la sentir a importância do Livro Sagrado mediante uma pequena procissão, tratando com respeito a Bíblia. Já podemos contar alguns fatos da vida de Jesus, mas o Primeiro Testamento ainda não deve ser abordado. Muitas vezes, são contadas às crianças as narrações dos primeiros capítulos do Livro de Gênesis, justamente por serem "fantásticas". Muitas vezes são apresentadas do ângulo de um Deus que castiga e quer pôr fim à humanidade. Tais narrações foram escritas para adultos a fim de mostrar que a infidelidade à Aliança traz suas consequências para a humanidade. A criança ainda não chegou a essa experiência. Pode ficar amedrontada.

Não apresentemos nunca o Deus que castiga. Não é a mensagem para a criança pequena.

(continua...)

Equipe do Catequese Hoje

(Fonte)

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Elo Comunitário - Setembro de 2015

Confira a edição do mês de setembro, com a programação das atividades da Paróquia Rede de Comunidades São José.

Clique aqui para acessar e baixar o Elo Comunitário.

Como o Povo da Bíblia conta sua história (III)

Vários gêneros literários

Como já falamos, em um livro da Bíblia encontramos estilos "menores". Vamos ver alguns.

A poesia

Está amplamente presente nos diversos textos, especialmente nos Sal­mos, no livro Cântico dos Cânticos, no livro de Isaías etc.

Listas

São as genealogias, listas das descendências de povos e importantes personagens.

Leis e Normas

Os 10 mandamentos, as muitas leis e prescrições no livro Levítico etc. Narrativas de fundo mitológico: Entre os diversos sentidos que esta pa­lavra tem, destacamos: uma narrativa de sentido simbólico sobre certos aspectos da condição humana; uma representação de um estado ideal. É uma forma de pen­samento oposto ao pensamento lógico ou científico. O mito aborda reflexões pro­fundas que dificilmente se podem descrever numa linguagem exata. Exemplos são as narrativas do livro Gênesis 1 a 11.

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As sagas: São histórias transmitidas oralmente durante muito tempo, em que se contam e guardam na memória os acontecimentos e experiências que deram origem a um determinado grupo ou povo, ou um herói (Exemplos: as histórias dos patriarcas e matriarcas (Abraão, Isaac, Jacó e suas esposas, Sansão etc.).

Novelas e romances: narrações "românticas" sobre determinadas pessoas importantes para a história do povo. Exemplos: Rute, Judite, Ester, José do Egito ...

Fábulas: As fábulas são histórias em que animais, plantas ou objetos fa­lam e tomam certas atitudes. Eles representam o ser humano no seu agir e falar. Também na Bíblia aparecem traços de fábulas. (Vamos ler Jz 9,8-15)

Epônimos: São narrativas que explicam a origem de grupos, raças e po­vos. Na maioria das vezes, não retratam fatos reais, mas são uma forma de explicar a situação atual. Exemplos: a origem dos inimigos de Israel: os moabitas e os a­monitas. (Gn 19,30-38); a origem dos Edomitas (descendentes de Esaú) e dos Isra­elitas (descendentes de Jacó) (Gn 25,21ss); a origem da humanidade (Gn 1,26-27; Gn 2,7.22).

Parábolas e alegorias: São comparações tiradas da vida para levar as pes­soas a refletirem e provocar uma atitude diante da mensagem de Deus. Estamos acostumados com as parábolas que Jesus contava, mas o Primeiro Testamento também tem suas parábolas. Podemos conferir em 2Sm 12,1-10; Is 5,1-7 (Vamos parar para ler uma delas)

São muito conhecidas as parábolas de Jesus. Há diferentes tipos de parábolas:

a) Alegorias são comparações em que cada detalhe tem seu sentido. (Vamos ver isto em Lc 14,16-24) O primeiro grupo de convidados são os conterrâneos de Jesus que não aceitam o convite. O segundo grupo são os pobres e marginalizados que são também chamados para entrar no Reino. O terceiro grupo são os pagãos que vão entrar mais tarde na comunidade cristã.

b) Há parábolas (também chamadas "comparações") que narram situações comuns de cada dia (Cf Mc 4,30-31; Lc 13,20-21, Mc 4,26-29; Lc 10)0-37; Lc 18,10-14.

c) Outras parábolas dão uma única ideia. Contam fatos extraordinários. Querem explicar que Deus pensa e age diferente dos homens. (Vamos ver o extra­ordinário e o que diz isto a respeito de Deus: Lc 15,11-32; Le 16,1-8; Mt 20,1-16; Mt 18,23-35; Mc 12,1-11)

Relatos de vocação: A vocação na Bíblia é, quase sempre, descrita con­forme determinada forma fixa

- Descrição da situação que reclama missão.

- Deus, ou seu mensageiro, fala o nome da pessoa, chamando duas ou mais vezes.

- A pessoa chamada interroga a Deus ou o mensageiro e, às vezes, apresen-

ta alguma dificuldade.

- Deus responde, explicando ou removendo a objeção.

- Deus entrega a missão.

(Vamos verificar estes elementos em Ex 3,1-14; Jr 1,4-10,1Sm 3,1-10)

Narrações de milagres: Toda a Bíblia está impregnada de narrativas de milagres e sinais. No Primeiro Testamento, lemos que "o sol parou" (Js ] 0,13); Elias ressuscitou o filho da viúva (lRs 17,] 7-24); Eliseu curou Naamã, o leproso (2Rs 5,1-20). O maior milagre é a libertação do Egito: as pragas, a passagem pelo Mar Vermelho, a nuvem e a coluna de fogo, o maná, a água que sai da rocha, a Aliança concluída no Sinai.

Também no Segundo Testamento encontramos os milagres a cada hora: curas, expulsão de demônios, ressurreição de pessoas falecidas, intervenções na natureza.

Diante destas narrativas, há muitas perguntas. Aconteceu mesmo? Haverá uma explicação natural para isso?

Seja como for, os milagres trazem uma mensagem. São relatos de uma experiência de Deus no decorrer da história. São sinais da chegada do Reino de Deus. Às vezes, são relatados com um estilo literário que exagera o aspecto extraordinário (por exemplo, a libertação do Egito). Outras vezes, querem se referir a uma realidade mais profunda (por exemplo, as multiplicações dos pães que se referem à Eucaristia e à partilha). Coisas extraordinárias acontecem até hoje. Curas que a medicina não explica não aconteciam somente no tempo de Jesus. O mais importante é procurar a mensagem que está por trás de cada milagre contado. Que significa este milagre para nós, hoje? O que tem a ver com nossa vida? Podemos, nós também, fazer milagres: dar pão aos famintos, curar os enfermos, expulsar os espíritos violentos, desonestos, desanimados, expulsar a injustiça, a guerra, o ódio!

Importante para nós é saber que o Segundo Testamento é uma reIeitura do Primeiro Testamento. Os acontecimentos, os milagres, as profecias são lidos com novos olhos. Têm sua última realização e seu sentido mais profundo em Jesus. Para entender a riqueza do Novo Testamento, precisamos ter um certo conhecimento do Antigo.

Vimos alguns gêneros literários para entender melhor a Bíblia. Não são todos, mas são os mais frequentes. Importante é saber que devemos procurar, em cada estilo literário, a mensagem para nós, hoje. Se a Bíblia não entrar em nossa vida concreta, nenhum estudo adianta.

Para terminar

Podemos concluir com uma breve oração:

-Canto: Tua palavra é lâmpada para os meus pés, Senhor.

Lâmpada para os meus pés, Senhor, luz para meu caminho. (bis)

-Leitura de Ez 2,8 a 3,3

-Em qual gênero literário podemos encaixar este texto? Que simbolismos encontramos neste texto?

- Partilhemos a beleza deste texto e procuremos a sua mensagem para nós, hoje.

- Oração: SI 19,8-15

- Canto sobre vocação.

Inês Broshuis

Equipe de Catequese do Regional Leste 2 da CNBB

(Fonte)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

CAMPANHA CÁRITAS

Boa tarde!

Somos da Cáritas Brasileira - Regional do Rio Grande do Sul, uma entidade de assistência social que trabalha na defesa da vida onde estiver ameaçada.
No último mês lançamos uma Campanha de Solidariedade ao Povo Gaúcho, visando coletar recursos financeiros para destinarmos ao apoio das famílias do Estado que foram atingidas pelas emergências socioambientais recentemente (chuva, alagamento, etc.), sendo transformados em ações e doações conforme as necessidades dos locais, complementando o que a solidariedade espontânea do povo gaúcho não cobriu e ainda sim são muito necessárias como telhas, materiais de limpeza e de construção, colchões, etc.

Para a Cáritas a solidariedade é a base dos processos de transformação social; é com ela que nos mantemos mobilizados e prontos para enfrentar os desafios da realidade.

Gostaríamos de contar com a solidariedade da imprensa para também nos ajudar na divulgação desta campanha. Você poderia compartilhar nos seus meios de comunicação a notícia/imagem/link facebook/mailing? Estão em anexo neste email e também com link logo mais abaixo. Convidamos, inclusive você, para ser a diferença na vida destas pessoas. 

A Cáritas nasceu de situações de emergências e este tema continua sendo uma prioridade de ação da entidade que promove ações de solidariedade em níveis local, nacional e internacional, atendendo comunidades afetadas por desastres socioambientais ou que estão em situação de vulnerabilidade. Os recursos destas campanhas são transformados em ações conforme as necessidades das populações.


seguem os materiais:


Mídia kit para imprensa (material divulgação e release): http://bit.ly/Midia_kit-RPS  (release e imagens)



Lembre-se: Ser solidário é ser humano!


Um belo dia para você!
Fraterno abraço,
--


Como o Povo da Bíblia conta sua história (II)

Os números na Bíblia

A Bíblia dá também sentido simbólico aos números. Nós o fazemos também. Dizemos: "Já lhe falei mil vezes", enquanto foram somente 3 vezes. Dizemos que "fulano é Dez" o que quer dizer que ele é excelente.

Vamos ver alguns números da Bíblia com seu sentido simbólico:

3 - Fazer algo 3 vezes é fazer para valer. Pedro negou Jesus 3 vezes. Afirmou seu amor a Jesus 3 vezes. O menino Samuel é chamado por Deus 3 vezes. Indica também um dia de Deus: Jesus ressuscitou no terceiro dia

n_emeros.png4 - São os 4 pontos cardeais, todo o espaço terrestre. Os 4 seres no livro do Apocalipse significam a criação inteira.

7 - Plenitude, perfeição. Jesus mandou perdoar 70 x 7 vezes (sempre). Madalena foi libertada do poder de 7 demônios (todo tipo de mal). No Apocalipse, Jesus envia cartas às 7 Igrejas (a toda a Igreja).

6 - Imperfeito (7 menos 1). No Apocalipse, o número da besta é 666. Refere-se ao Imperador Nero que perseguia os cristãos. Três vezes imperfeito.

12 - Indica o conjunto do Povo, as 12 tribos de Israel. Depois da multiplicação dos pães, sobraram 12 cestos (para todo o povo). Os 12 apóstolos são os pilares do novo Israel.

40 - Indica um tempo de amadurecimento. O povo passou 40 anos pelo deserto antes de chegar à Terra Prometida. Jesus passava 40 dias e 40 noites jejuando, preparando-se para sua missão; passaram-se 40 dias entre a ressurreição e a ascensão, preparando os discípulos para sua missão.

1000 é uma quantidade sem fim.

A Bíblia gosta de exagerar nos números, mostrando a importância de al­gum acontecimento.

As narrativas na Bíblia

Na Bíblia, encontramos muitas narrativas. Para dar resposta às perguntas da vida, o povo da Bíblia não faz grandes discursos, mas conta histórias. Mesmo os chamados livros históricos não são livros de história no atual sentido da palavra, mas são narrativas para passar certas mensagens ao povo. Mais importante que os fatos narrados é a mensagem de libertação e salvação que eles querem transmitir. Sabemos que ler a Bíblia ao pé da letra não nos leva a captar a mensagem profun­da destas narrativas. Por isto, é importante conhecermos um pouco os gêneros literários. "A letra mata; o espírito vivifica" (2 Cor 3,6)

A Bíblia e a Ciência

A Bíblia não quer ensinar ciências ou história assim como entendemos ho­je. Ela quer transmitir uma mensagem de Deus para a qual ele espera nossa respos­ta. Ciência e Bíblia não se contradizem porque têm objetivos diferentes. A ciência busca explicações que possam ser comprovadas. A Bíblia busca o sentido das ex­periências de vida e de fé. Cada uma trabalha no seu próprio campo.

Como entender melhor um determinado texto

Para entender melhor a mensagem de um determinado texto, podemos fazer algumas perguntas:

Quem é o autor?

Quando escreveu? Em que época?

Onde foi escrito?

(nem sempre é possível encontrar as respostas às três primeiras perguntas)

A quem o autor se dirige?

O que o levou a escrever?

Quais são os personagens principais do texto? Qual a atitude de cada um?

Qual a mensagem central do texto?

Qual o gênero literário?

Podemos fazer um exercício. Vamos ler o livro de Jonas; leiamos a introdução que a Bíblia dá e conseguiremos responder às perguntas colocadas. Assim, descobrimos a riqueza do texto, seu contexto e o pretexto (motivo).

(continua...)

Inês Broshuis

Equipe de Catequese do Regional Leste 2

(Fonte)

CONSELHO DE PASTORAL

Acontece hoje, dia 10 de setembro, no Centro de Pastoral e Solidariedade situado à Rua Antonio Ficagna, 419 – MVI, tendo por início às 20h e término às 21h30min, a Reunião do Conselho de Pastoral da nossa Paróquia Rede de Comunidades, com a seguinte pauta:  
  1. Oração Inicial
  2. Apresentação do Projeto da Iniciação Cristã da Arquidiocese de Porto Alegre
  3. Partilha das Pastorais/Serviços e Comunidades
  4. Calendário da Rede 2016
  5. Ano Jubilar
  6. Encaminhamentos para a avaliação
  7. Outros

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

LEITURA FUNDAMENTALISTA... continuação

Fundamentalismo é uma reação de quem se sente inseguro neste mundo de incertezas e relativismos. Se agarra em algumas certezas ou frases de efeito. Para o fundamentalista não há mais o que pensar, todas as respostas já estão prontas. Isto tudo dá uma sensação amparo e segurança diante das incertezas da vida.
 “A leitura fundamentalista se recusa em admitir que a Palavra de Deus inspirada foi expressa em linguagem humana e que ela foi redigida, sob inspiração divina, por autores humanos cujas capacidades e recursos eram limitados” (idem, p 84).

“No que concerne aos Evangelhos, o fundamentalismo não leva em consideração o crescimento da tradição evangélica, mas confunde ingenuamente o estágio final desta tradição (o que os evangelistas escreveram) com o estágio inicial (as ações e as palavras do Jesus da história)” (idem p 85).

RETIRO DA REDE 2015


Informamos que dispomos de vagas para o nosso retiro em Daltro Filho. Saída 6h30min do sábado dia 12 de setembro e retorno no domingo pela tarde. Valor da hospedagem de R$ 70,00 para quem levar lençóis e toalhas e R$ 90,00 para quem não as levar. O pregador será o Frei Inácio Dellazari - Ministro Provincial. Inscrições até amanhã, dia 10 de setembro na secretaria paroquial em horário comercial.

Como o Povo da Bíblia conta sua história (I)

Há muitos modos de narrar e escrever acontecimentos, sentimentos, histórias. Há diferentes maneiras de se comunicar um pensamento, uma experiência.

Em nosso dia-a-dia, temos muitas formas de falar e escrever. E podemos observar que, muitas vezes, usamos certas formas fixas para nos comunicar quando nos encontramos, nos saudamos e perguntamos: Como vai? Quando damos parabéns, expressamos nossos pêsames ou apresentamos uma pessoa, usamos frases de uso ou estilo fixo. Encontramos estas formas fixas também na literatura. Um conto de fadas começa com "Era uma vez ... " e termina: "e viveram felizes para sempre". Começando e terminando uma história assim, sabemos que se trata de um conto de fadas e sabemos que o conteúdo é de ficção, de muita fantasia, através do qual o escritor quer passar uma mensagem.

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Se abrirmos um livro de arte culinária, encontramos uma lista de ingredientes e depois o modo de se preparar o prato. É sua "forma literária". Quando escrevemos uma carta, começamos com uma saudação e terminamos com uma despedida. (outras formas fixas, por exemplo, convite para um casamento, notícia de falecimento ... )

É importante conhecer o estilo de certos livros e escritos. Você lê com olhos diferentes um romance, um livro de história ou de ciências, uma poesia ou uma fábula. Quando você abre um jornal, espera notícias objetivas sobre a atualidade da vida. Não espera um romance. Cada estilo tem seu objetivo. Em geral, isto não causa muito problema. Quando vamos a uma biblioteca, já sabemos que tipo de livro queremos.

A Bíblia é como uma biblioteca

Falamos que a Bíblia é uma biblioteca. Ela contém 73 livros. Mas, dizendo que é uma biblioteca, já queremos dizer que encontramos diversos estilos literários na Bíblia. Assim, encontramos nela narrações, leis, cantos e hinos, profecias, cartas, parábolas, sagas, poemas, romances, provérbios etc. E, em meio a tantos estilos, é importante entendermos qual gênero literário estamos lendo, para entendermos a finalidade do livro e não tirarmos conclusões erradas. Se você lê a Bíblia como uma descrição exata de fatos, como um jornal, você corre o risco de entender mal certos trechos e tirar conclusões que não eram a intenção do autor. Se você lê um poema como um fato histórico, você não entendeu o que o autor quis dizer. Por isto, vamos falar um pouco sobre diversos estilos literários na Bíblia.

Diversos modos de transmitir' uma mensagem

Quando abrimos a Bíblia e olhamos o índice, logo descobrimos diversos estilos literários. (Vamos procurar, na nossa Bíblia, o índice. Quais são os grupos de livros que estão lá?)

O índice fala de livros históricos, proféticos e sapienciais, de evangelhos, cartas, apocalipse. Estes livros indicam determinados estilos. O estilo dos livros históricos é diferente dos livros sapienciais, dos livros dos profetas ou das cartas de São Paulo.

Mas, abrindo cada livro, encontramos, muitas vezes, trechos com estilos diferentes do grande conjunto. Vamos dar um exemplo: lendo um jornal, esperamos informações fidedignas sobre os acontecimentos dos últimos dias. Esta é a finalidade do jornal. Esperamos uma linguagem objetiva em que podemos confiar. Mas, lendo bem, encontramos outros "estilos" ou "gêneros literários" neste mesmo jornal: propagandas, anúncios, horóscopos, crônicas sobre determinados assuntos atuais, reportagens da vida social etc. (Pode-se verificar isto num jornal). Assim acontece também na Bíblia. Um Evangelho, que procura transmitir uma mensagem a respeito de Jesus, é escrito em diversos estilos: parábolas, advertências de Jesus, citações de textos proféticos, orações, mandamentos, curas, anúncios, sermões. Cada qual tem um estilo próprio para falar de Deus. Então, a Bíblia fala da voz de Deus, dos olhos de Deus, dos seus braços, da sua mão direita; ele fica sentado num trono, nossos nomes estão escritos na palma da sua mão, ele nos protege com a sombra das suas asas etc. (cf SI 17,8; Sl 17,2; Is 23,11)

A Bíblia tem seus simbolismos próprios: a nuvem simboliza a presença de Deus; a montanha é um lugar para rezar, pois, estando lá, se está mais perto do céu; trovão e relâmpago são manifestações de Deus; o sangue é símbolo da vida; e assim por diante.

A Bíblia é um relato das experiências do povo com Deus. Especialmente os profetas ajudaram a perceber o sentido destas experiências. São experiências profundas que dificilmente se podem expressar numa linguagem objetiva e concreta. Lembremo-nos dos nossos próprios cantos de amor, do nosso Hino Nacional. Quanta linguagem simbólica! (Analisar um pouco a linguagem poética do Hino Nacional)

Vamos procurar alguns textos e verificar a linguagem simbólica e poética da Bíblia: SI 19,2-7; SI 104,3-4; SI 98,8; SI 114,4-6; Is 6,1; 1s 11,1-9; 49,14-16a. (Podem observar que o livro de Isaías é, praticamente, uma grande poesia)

(continua…)

Inês Broshuis

Comissão para a Animação Bíblico-Catequética do Leste 2

(Fonte)