Apresentação

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

SETEMBRO: Mês da Bíblia.

Estamos concluindo o mês de setembro. Com esta publicação termina o texto do Padre Maurício Jardim sobre a leitura fundamentalista da bíblia e leitura orante. Boa leitura!
A leitura fundamentalista ignora todas essas reflexões que são fruto sério do trabalho dos especialistas fiéis a Igreja. Você já encontrou alguém fundamentalista em seu caminho? Pessoas que vivem brigando com as ciências, só admite seu próprio jeito de entender o texto. Quem não concordar é considerado inimigo da Palavra de Deus, pessoa sem fé.
Ex.: A Bíblia diz que o mundo foi feito em seis dias....e os cientistas dizem que levou milhões de anos para se formar. Essa gente não respeita nem Deus.
Qual é o problema? A Bíblia não é Palavra de Deus! Ela contém Palavra de Deus. Eis a diferença fundamental. Só se chega à Palavra de Deus por uma ação clara do Espírito Santo. É preciso, por isso, invocar o Espírito Santo e deixar que ele nos ajude a reconhecer Palavra de Deus, através do texto da Bíblia. Claro, também é necessário estudo e algumas chaves de leitura do texto.
A interpretação garantida como mais próxima do sentido que foi dado é a da Igreja, isto é, do Povo de Deus. A interpretação privada ainda hoje é bastante usada pelos católicos. Mas é uma interpretação que não tem garantia de autenticidade.
Mas o método da Leitura Orante, tão abundantemente recomendada pelos Papas e Bispos, vai nos ajudar a reconhecer a necessidade da ciência no conhecimento da bíblia. Isto não significa que todos precisamos ser especialistas da Bíblia. Precisamos ser sim familiares da bíblia. E isto é possível com a freqüência com que visitamos a bíblia.    
Pelo que se pode ver, a Igreja nos convida a usar sempre bem o pensamento e a inteligência, como necessários a uma fé autêntica. Desistir de usar a inteligência é não dar possibilidade de a fé crescer. Pessoalmente penso que não usar a inteligência dada por Deus é extinguir o Espírito (cf. 1Ts 5,19).Ora, quem mata o Espírito, mata também a Igreja.
Muitos de nós católicos também somos fundamentalistas. Não vamos jogar pedra no telhado vizinho pois o nosso é de vidro! Há entre nós católicos pessoas que consideram os onze primeiros capítulos do livro do Gênesis como históricos quando de fato já foi mostrado que não são. Considerar como históricos relatos dos filhos do suposto primeiro casal da humanidade é erro literário e não toma em consideração a ciência literária. É sinal de ignorância!

Imaginem um fundamentalista lendo este texto: “Após tomar a cidade por vontade de Deus, fizeram indescritível matança. Um lago vizinho, com mais de quatrocentos metros de largura, parecia cheio de sangue que havia escorrido” (2Mc12,16). 

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