Apresentação

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

CUIDANDO DO HUMANO, IMAGEM E SEMELHANÇA DE DEUS.



Jorge Luis Huppes
O ser humano é a obra na qual Deus mais se identificou. Deus modelou o ser humano tendo em mente a imagem do Seu Filho Jesus, criando nos a sua imagem e semelhança, criou nos com uma imensa possibilidade de amar os nossos semelhantes. Nas Constituições Gerais (CCGG) artigo 69.1, encontramos a seguinte citação: “Para reivindicar os direitos dos oprimidos, dos irmãos, renunciamos aos atos violentos, recorram a meios que, no mais estão também a disposição dos mais fracos (in, Instrumentos de Paz)”.
A partir da sua capacidade racional nós humanos temos potencialidades infinitas de amar e fazer o bem ao nosso semelhante. Por outro lado, temos a mesma força para fazer o mal e prejudicar alguém. Muitos grupos ao longo do séc. XX, no Brasil (atrasado diante de outros países), conseguiram sair do anonimato motivados pelo espírito da Teologia da Libertação.
Dentre os grupos mais significativos, destacamos as mulheres e os negros. Aumentaram o seu espaço no mercado de trabalho, universidades e o deslocamento livre e aceitável em todas as esferas da sociedade. Movimentos sociais, por meios diversos, conquistaram o que de fato lhes pertencia, terra, casa, emprego, escola e tantos outros direitos.
É quase inconcebível que uma criatura humana, possa explorar o seu irmão em vista do seu beneficio e do lucro. E quanto mais estamos avançando na história, mais e mais se percebe esse desejo de tratar aquilo que é verdadeiramente humano e divino como uma objeto ou um instrumento em beneficio do lucro. Quanto mais se produz mais o sujeito ou a pessoa é e vale.
Procurar um modelo de desenvolvimento alternativo, integral e solidário, baseado em uma ética que inclua a responsabilidade por uma autêntica ecologia natural e humana, que se fundamenta no evangelho da justiça, da solidariedade e do destino universal dos bens, e que supere a lógica utilitarista, que não submete os poderes econômicos e tecnológicos a critérios éticos. Portanto, estimular nossos homens do campo a se organizarem de tal maneira que possam conseguir sua justa reivindicação. (APARECIDA nº. 474c).

Diante de Deus somos todos considerados com a mesma dignidade. Porque em nós estão as digitais do sagrado. Da formiga até a mais alta montanha.
Para o professor Lynn White (MOSER, 2010, p. 100), os dramas ecológicos têm sua origem no poder que Criador concede aos seres humanos, na leitura judaico-cristã. Porem, deixa claro que uma mudança de compreensão nas duas religiões, poderia contribuir na mudança deste quadro.
Há uma má interpretação dos verbos “subjugar e dominar”. São verbos usados para descrever o domínio do rei sábio, que zela pelos súditas (Gn 2,15).

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