Apresentação

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

HARMONIA E PAZ NA VIDA DO CASAL



 Caio Wagner
Papa Francisco surpreendeu o mun­do ao recomendar harmonia e paz para a nação brasileira. Pois, harmonia e paz, vem sendo também o que casais dese­jam para o seu relacionamento, justa­mente num mês como junho, caracteri­zado pelo dia dedicado aos namorados e, que tanta lembrança e saudade causa aos casais mais antigos.


Todos gostariam de viver como eternos namorados! Todos se lembram daquela sincronia no andar abraçadi­nhos, a palpitação no peito ao enxergar a pessoa amada, a felicidade estampada nos rostos, a aceitação total da opinião alheia, presentes, carinhos, aceitação de cada um pelo que ele é, e curtindo o que de melhor existe no outro.
O tempo passa e parece que, passan­do para a condição de casados, as coisas mudam, os sentimentos vão esmorecen­do e a harmonia e a paz começam a ficar escassos. Parece que nos esquecemos de como esta época era boa.
O que realmente falta, no meu pon­to de vista, é a felicidade alcançada a partir da anulação. Não anular-se por anular-se, nem ser sempre o mesmo que se anula em detrimento do outro, mas entender que a felicidade está em abrir mão de pequenas teimosias que vamos criando enquanto casados.
Compartilhar mais as ideias, ceder nas decisões, fazer acontecer o pon­to de equilíbrio nas opiniões, deixar de lado opiniões fortes, radicalismos, e ter disposição de anular-se para encontrar juntos o melhor para o casal. Abrir mão de querermos sempre ter a razão, de fa­zer valer o que eu penso, de querer que o parceiro aceite fazer sempre como eu quero ou decido.
Tem uma máxima que diz: você quer ter a razão ou quer ser feliz?
Me parece que precisamos deixar a razão de lado e entregar-nos mais à emo­ção. Buscar a felicidade no casamento a partir do entendimento. Isto implica em renúncias, em anular-se cada pessoa um pouquinho em detrimento do outro, em deixar de lado nossa prepotência, nos­sas teimosias, e buscar junto com nosso cônjuge a felicidade compartilhada.
Harmonia e paz torna-se possível e alcançável quando ambos aceitam anu­lar-se em favor do outro. Felicidade na tristeza e na alegria, na saúde e na doen­ça, somente se alcança se entendermos que precisamos um do outro, e juntos, anulando-se para que o outro cresça co­migo, para reviver aquele encantamen­to, aquele brilho no olhar, aquela palpi­tação que só os que amam de verdade sabem do que estou falando.

Este texto foi publicado na edição de junho/2016 - Jornal Elo Comunitário

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