Apresentação

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

TECNOLOGIA E VIDA



Ademir Schneider
As tecnologias fazem o universo digital avançar a passos largos. A troca de infor­mações tornou-se quase que instantânea. As distâncias físicas já não são mais em­pecilho para "encontrar" as pessoas. Um universo novo de possibilidades surge a cada dia. Inovação e criatividade andam de mãos dadas, alimentadas por saberes coletivos que se com­plementam.
Nesta nova realidade atualizar-se continua­mente tornou-se uma necessidade. Sai na frente quem está mais atualizado. A atualização por si só não é ruim. O lado nebuloso desta corri­da aparece no momento em que não conseguimos mais nos “desligar” das tecnologias, quando sentimos a necessidade de estarmos “co­nectados” 24h por dia, sete dias por sema­na. Esta estranha relação com a tecnologia nos dá cada vez mais a sensação de que não temos mais tempo, especialmente para as relações interpessoais e nos faz mergu­lhar numa dimensão egocêntrica onde o eu precisa estar sempre em evidência.
É comum presenciarmos situações em que as tecnologias aproximam as pessoas que estão longe (isto é muito bom!) e afas­tam aquelas que estão próximas (isto não é bom). Há uma tendência de substituir-se o real pelo virtual. Será que os “amigos virtu­ais” que temos são realmente amigos reais? Será que uma curtida substitui um abraço? Será que conversar face a face pode subs­tituir o impacto frio de uma mensagem? Será que o tempo que dedicamos às tecno­logias é o mesmo que dedicamos às pessoas?
O certo é que precisare­mos conviver com esta nova realidade. Precisamos aprender sempre sem deixar de lado as coisas que nos tornam cada dia mais humanos. Se a tec­nologia nos ensina a dele­tar, a vida nos ensina que precisamos acolher. Se a tec­nologia nos ensina que precisa­mos ter agilidade, a vida nos ensina que precisamos parar para escutar as pes­soas. Se a tecnologia nos estimula a trocar informações, a vida nos exige capacidade de comunicação para nos colocarmos no lugar do outro. A vida e a tecnologia po­dem conviver juntas, mas é necessário que estabeleçamos um equilíbrio, sob pena de perdermos a nossa essência. A tecnologia é capaz de gerar conforto, mas somente a vida é capaz de gestar o amor!
* Este artigo foi publicado na edição de junho 2016 do Jornal Elo Comunitário

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